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Coreia do Sul cancela vistoria e adia decisão sobre carne brasileira

Coreia do Sul cancela vistorias em plantas frigoríficas e adia a decisão sobre abertura do mercado de carne brasileira, em meio a novas regras de importação da China

Carne bovina em supermercado
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  • Coreia do Sul cancelou as visitas a plantas frigoríficas brasileiras e adiou a abertura do mercado para carne bovina brasileira.
  • Governo de Lula busca abrir o mercado sul-coreano para a carne brasileira, em meio a novas regras de importação da China.
  • Em fevereiro, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que houve avanços para a auditoria da carne brasileira, etapa para a abertura do mercado asiático.
  • Em dezembro, a China anunciou medidas de salvaguarda às importações de carne bovina, com cotas por país e tarifa adicional de cinquenta e cinco por cento para volumes acima da cota.
  • A China prevê cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas para 2026; até o momento, quarenta e oito por cento da cota já foi atingido, e, ao esgotar, será aplicada sobretaxa de cinquenta e cinco por cento a partir do terceiro dia.

A Coreia do Sul cancelou as visitas a plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina e adiou a abertura do mercado para o Brasil. A informação foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

O governo brasileiro, sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, busca a entrada da carne sul-coreana. A medida ocorre em meio a novas regras de importação impostas pela China no fim de 2025, que influenciam o cenário internacional de carnes.

Em fevereiro, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, acompanhou Lula em visita ao país asiático e anunciou avanços para a auditoria da carne brasileira, um passo para abrir o mercado sul-coreano. O Ministério da Agricultura não se posicionou.

Medidas da China impactam o comércio

Em dezembro, a China anunciou salvaguardas contra a importação de carne bovina, com cotas por país e tarifa adicional de 55% para volumes acima da quota. O Brasil permanece como principal fornecedor da proteína vermelha à China.

A China estabeleceu quota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas para 2026. No último sábado, o MOFCOM informou que 50% da cota anual já havia sido atingido.

O governo chinês indicou que, ao atingir 100% da cota, será aplicada a sobretaxa de 55% sobre a tarifa vigente, com início no terceiro dia após o esgotamento do teto.

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