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Jornalista libanês morto em ataque israelense havia falado de ameaça de morte

Jornalista libanesa Amal Khalil morre em ataque israelense; ameaça recebida e obstrução de resgate alimentam condenação internacional

Amal Khalil reporting from near a destroyed bridge in Qasmiyeh in March.
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  • A jornalista libanesa Amal Khalil, 43 anos, foi morta em ataque israelense no sul do Líbano, próximo a al-Tiri, enquanto trabalhava para o jornal al-Akhbar; a fotógrafa Zeinab Faraj ficou ferida.
  • Resgates foram dificultados: equipes médicas não puderam alcançar o local e Khalil ficou presa sob escombros por várias horas, com tiros de defesa impedindo o socorro.
  • Khalil havia declarado, em 2024, ter recebido uma ameaça de morte de “um inimigo israelense” para deixar o sul, com detalhes sobre seus deslocamentos na mensagem.
  • Organizações de direitos humanos condenaram o ataque, destacando violações ao direito internacional humanitário e o impedimento de socorro a civis.
  • O primeiro-ministro Nawaf Salam chamou o episódio de crime de guerra, em meio à demissão de notícias de ataques contra jornalistas na região.

Amal Khalil, jornalista libanesa de 43 anos, foi morta em um ataque efetuado por forças israelenses na região sul do Líbano, nesta quarta-feira. O ataque também feriu a fotógrafa Zeinab Faraj, que era colega de Khalil, segundo fontes do Hezbollah e do Ministério da Saúde do Líbano. A equipe estava em al-Tiri quando o veículo foi atingido.

Khalil trabalhava para o jornal al-Akhbar e havia relatado, em 2024, ter recebido uma ameaça vinda de um número israelense que ordenava a saída do sul do Líbano, sob pena de morte. A jornalista também mencionou avisos sobre a destruição de sua casa e decapitação.

Segundo a associação de jornalistas do Líbano, as buscas para resgatar Khalil foram interrompidas por disparos de forças israelenses que teriam utilizado granadas de choque. O corpo de Khalil foi retirado do escombro quase seis horas após o ataque.

O Exército israelense informou que identificou dois veículos que teriam saído de uma estrutura militar ligada ao Hezbollah e alegou que um deles representou uma ameaça imediata ao se aproximar das tropas, citando violação de uma linha de defesa. O Exército negou mirar em jornalistas.

Organizações internacionais de defesa da imprensa condenaram o ataque. A repórter sem Fronteiras e o CPJ ressaltaram violações ao direito humanitário e a obstrução de socorro médico. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, classificou o incidente como crime de guerra.

Investigação e desdobramentos

Parágrafo adicional: A imprensa local e internacional aguarda esclarecimentos sobre o momento exato do ataque e a atuação de equipes de resgate, que teriam enfrentado dificuldades para chegar ao local devido aos conflitos em curso.

Parágrafo adicional: Reportagens de Haaretz sobre saques atribuídos a militares israelenses na região foram recebidas com condenação, enquanto as autoridades israelenses afirmam ter tomado medidas disciplinares quando necessário.

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