Um jornalista moçambicano, Arlindo Chissale, foi confirmado morto nesta quinta-feira, duas semanas após ser agredido por membros das forças de segurança em Moçambique. Chissale, que atuava como editor do site Pinnacle News, estava cobrindo uma insurgência islâmica no norte do país quando foi atacado por policiais, conforme relatado por um grupo de direitos humanos. Com […]
Um jornalista moçambicano, Arlindo Chissale, foi confirmado morto nesta quinta-feira, duas semanas após ser agredido por membros das forças de segurança em Moçambique. Chissale, que atuava como editor do site Pinnacle News, estava cobrindo uma insurgência islâmica no norte do país quando foi atacado por policiais, conforme relatado por um grupo de direitos humanos.
Com anos de experiência na cobertura da insurgência, Chissale também era um ativista que apoiou o líder da oposição, Venâncio Mondlane, nas recentes eleições. Ele foi visto pela última vez em 7 de janeiro, enquanto viajava de ônibus entre as cidades de Pemba e Nacala. O Centro para a Democracia e Direitos Humanos informou que as forças de segurança pararam o veículo e forçaram Chissale a entrar em um carro sem identificação.
O grupo detalhou que, ao resistir, Chissale foi violentamente espancado e levado por três policiais uniformizados e cinco civis. O silêncio das autoridades sobre o caso levanta suspeitas de que ele foi sequestrado e executado pela polícia devido ao seu trabalho como jornalista e ao apoio a Mondlane.
Mondlane, que alegou ter vencido as eleições presidenciais de outubro, optou por não se juntar ao novo governo, liderado por Daniel Chapo, que assumiu a presidência há uma semana. Chapo prometeu unir o país após a onda de violência pós-eleitoral que resultou em mais de 300 mortes.
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