- A Copa do Mundo de 2026 terá uma paralisação de três minutos para hidratação, chamada cooling break, implantada pela Fifa para o torneio no Canadá, Estados Unidos e México, com duas janelas de intervenção para os treinadores.
- A medida busca proteger os atletas contra temperaturas que podem superar trinta e cinco graus, especialmente nos horários mais quentes, e já é debatida como uma possível “americanização” do futebol, com o jogo dividido em quatro quartos e mais blocos comerciais.
- Atletas e técnicos discordam de forma moderada: alguns veem benefício para o desempenho em calor intenso; já em países com clima mais ameno, como o Brasil, há dúvidas sobre a necessidade da pausa.
- No âmbito técnico, clubes brasileiros já testaram pausas semelhantes no Paulistão, com avaliações positivas: a pausa ajuda na hidratação, na recuperação física e permite ajustes táticos pelos treinadores.
- O cooling break pode aumentar a receita de emissoras de transmissão, com expectativa de faturamento próximo ao de intervalos entre tempos, variando conforme o formato da entrega comercial durante a pausa.
AFIFA anuncia pausa de hidratação de três minutos durante a Copa do Mundo de 2026, a ser realizada no Canadá, Estados Unidos e México. O cooling break será aplicado nos jogos para enfrentar altas temperaturas, com dois intervalos de intervenção para treinadores ao longo da partida.
A mudança tem gerado debates sobre a possível “americanização” do futebol, ao aproximar o formato de jogo a quatro quartos, como na NBA e na NFL, além de criar blocos comerciais adicionais. A FIFA afirma que a pausa visa o bem-estar dos atletas diante de temperaturas que podem superar 35 graus.
Entre atletas, o tema foi visto com ressalvas por Willian, ex-Meia da seleção brasileira e atual do Grêmio. Ele admite utilidade em países com calor intenso, mas questiona a necessidade da pausa em locais com clima mais ameno, como parte do Brasil.
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, considera o horário das partidas em terras quentes um fator relevante desde 1994. Ele diz que os horários atuais são mais adequados e que o frio pode influenciar menos o desempenho, o que agrada o treinador para 2026.
A experiência regional já havia sido testada no futebol brasileiro. No Campeonato Paulista, houve pausa técnica de dois minutos, aprovada por Fábio Mathias, hoje na Chapecoense. Ele aponta que a pausa serve para ajustes táticos, além de hidratar os atletas.
Profissionais de marketing veem o impacto financeiro da medida como relevante. Com dois blocos comerciais, emissoras esperam faturamento próximo ao intervalo de 15 minutos entre tempos, desde que a transmissão seja bem contextualizada pela organização do jogo.
O SBT, detentor de direitos de transmissão, informou que não fará intervalo comercial no cooling break, mas aposta em ações comerciais menos invasivas para manter o engajamento. A estratégia foca na entrega de conteúdo de qualidade sem interromper a atenção do público.
Globo e CazéTV, também com direitos, não divulgaram planos sobre o uso da pausa. As respostas sobre a aplicação do cooling break ainda não foram divulgadas, mantendo o tema em análise entre as partes.
Especialistas em desempenho destacam ganhos com a pausa. No Paulistão, estudos mostraram rendimentos superiores no segundo tempo, com redução da queda de produção. O coordenador de saúde e performance do Novorizontino afirma que a medida pode ser eficiente para o futebol como um todo.
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