- Um grupo de tenistas de elite planeja protestar em Roland Garros, incluindo reduzir aparições na imprensa durante o torneio.
- A estratégia envolve ficar nas coletivas de imprensa por apenas quinze minutos, em defesa de aumento de premiação.
- Atualmente, a premiação representa quinze vírgula seis por cento da receita do torneio, que chega a sessenta e um vírgula sete milhões de euros; o faturamento total é estimado em quatrocentos e noventa e cinco milhões de euros.
- A premiação de Roland Garros é menor que a de outros Grand Slams e os atletas defendem que suba para vinte e dois por cento da receita.
- Também estudam boicotar entrevistas com a imprensa do Aberto da França e com emissoras detentoras de direitos, salvo entrevistas rápidas após as partidas; além disso, discutem criação de um Conselho de Jogadores dos Grand Slams.
- Aryna Sabalenka, Coco Gauff e outros grandes nomes apoiam a ideia, ressaltando que os jogadores são o principal atrativo dos torneios.
Um grupo de tenistas de elite planeja um protesto durante Roland Garros para cobrar aumento na premiação dos Grand Slams. A estratégia inclui reduzir a participação em coletivas de imprensa em Paris e enfrentar a organização do torneio.
Segundo o The Athletic, a ideia é permanecer nas entrevistas apenas 15 minutos. A referência é o peso atual da premiação, que corresponde a 15,6% da receita do torneio, somando 61,7 milhões de euros nesta edição.
O montante total do Aberto de Paris é estimado em 395 milhões de euros, ou cerca de 2,3 bilhões de reais. Os jogadores evitam divulgar números, mas consideram o percentual de premiação desproporcional.
Roland Garros tem prêmio abaixo de outros Grand Slams, mesmo com aumento previsto de 9,5% para 2026. Australian Open distribuiu cerca de 111,5 milhões de dólares australianos, US Open cerca de 90 milhões de dólares, e Wimbledon 53,5 milhões de libras em 2025.
A proposta dos atletas aponta para elevar a premiação para cerca de 22% da receita, alinhando-se a torneios de nível 1000 da ATP e WTA. A mudança é apresentada como forma de recompensar o valor dos jogadores no espetáculo.
Além da mídia, o grupo propõe pressão sobre as estruturas dos quatro Grand Slams, com foco em melhores condições e maior participação dos jogadores na gestão. Discute-se a criação de um Conselho de Jogadores dos Grand Slams.
Aryna Sabalenka, número 1 do mundo e porta-voz, sustenta que os jogadores são o principal atrativo e que merecem maior fatia. Coco Gauff, Jannik Sinner e Carlos Alcaraz aparecem entre os apoiadores, com cartas enviadas aos organizadores.
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