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CBF aprova 2025 com déficit de 182,5 milhões e receita bilionária em 2026

CBF aprova contas de 2025 com déficit de R$ 182,5 milhões e projeta receita de R$ 2,7 bilhões para 2026, sinalizando recuperação após reestruturação

Fotos da Assembleia Geral Ordinária. Crédito: Nelson Terme / CBF
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  • A Confederação Brasileira de Futebol aprovou por unanimidade as contas de 2025 em assembleia realizada na segunda-feira, 27.
  • O balanço apontou déficit de R$ 182,5 milhões, devido principalmente à regularização de passivos herdados e aos novos investimentos operacionais.
  • Mesmo assim, a entidade projeta receita de aproximadamente R$ 2,7 bilhões para 2026.
  • O aumento de despesas incluiu o pagamento de cerca de R$ 80 milhões ao Icasa por disputa judicial de 2013 e maiores provisões para contingências, além de custos logísticos e investimentos em áreas como marketing, tecnologia e consultoria.
  • A direção destacou recorde de 12 patrocinadores ativos e afirmou que os investimentos atuais visam retorno futuro, com expectativa de equilíbrio financeiro nos próximos ciclos.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou por unanimidade as contas de 2025 em Assembleia Geral realizada na segunda-feira, 27. O balanço aponta déficit de R$ 182,5 milhões, causado principalmente pela regularização de passivos herdados e por novos investimentos operacionais.

A diretoria atual, liderada pelo presidente Samir Xaud, diz que o resultado é parte de um processo de reestruturação financeira. As despesas operacionais cresceram no ano, com impactos relevantes em várias frentes da gestão.

Entre os itens mencionados, a CBF destacou o pagamento de cerca de R$ 80 milhões ao Icasa, ligado a uma disputa judicial de 2013. Também houve aumento de provisões para contingências civis e trabalhistas e quedas por perdas de crédito.

Outros custos incluíram gastos logísticos com a Seleção Brasileira masculina, decorrentes de viagens para Eliminatórias e amistosos, além de investimentos em marketing, tecnologia e serviços de consultoria. Parte relevante da receita do contrato com a Nike foi antecipada em 2024, impactando 2025.

Apesar do saldo negativo, a CBF projeta receita de aproximadamente R$ 2,7 bilhões para 2026. A direção atribui o cenário a um ciclo de crescimento com foco em reorganização financeira e fortalecimento do futebol brasileiro.

A entidade também aponta sinais positivos para o médio prazo. O número de patrocinadores ativos atingiu um recorde de 12, segundo a diretoria, visto como indicativo de recuperação de credibilidade no mercado.

Em entrevistas na assembleia, Xaud afirmou que o objetivo é reorganizar a estrutura financeira e ampliar o potencial de receita e desenvolvimento esportivo. O diretor financeiro, Valdecir de Souza, ressaltou que os gastos atuais visam maior eficiência e capacidade de investimento, com expectativa de equilíbrio nos próximos anos.

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