- Geração Z impulsiona a retomada de itens analógicos como câmeras, vinis, MP3 players, livros físicos e jogos de tabuleiro, em busca de desconexão do ambiente digital.
- Pesquisas indicam cansaço com a hiperconectividade: nos EUA, cerca de 60% dos jovens desejam ter vivido em uma época menos conectada; também há preocupação com dependência tecnológica entre adultos da geração Z.
- No Brasil, o acesso à internet já alcança 92,5% dos domicílios em 2023, e, em 2025, o total de dispositivos digitais chega a 502 milhões, com média de 2,4 por pessoa.
- O vinil volta a crescer: representa 76,4% das vendas de mídias físicas em 2024, impulsionado pela qualidade de som e pela experiência de possuir o objeto, além de seu valor estético.
- A discussão sobre o retorno analógico envolve também as redes sociais: plataformas como Instagram e TikTok ajudam a criar uma validação social para esse estilo, mas muitos especialistas veem o movimento como resposta ao presente digital, não apenas estética passageira.
O retorno de itens analógicos como câmeras antigas, vinis e jogos de tabuleiro ganhou espaço e se tornou tema de discussão sobre cansaço digital. Gerações mais jovens, especialmente a Z, impulsionam a procura por esses objetos, que voltam a ganhar relevância no Brasil e em outros mercados. A tendência surge em meio à saturação do ambiente online e à busca por experiências mais tangíveis.
Dados nacionais e internacionais ajudam a entender o fenômeno. Em 2023, pesquisa da Harris Poll apontou cansaço com a velocidade digital entre jovens nos EUA. No Brasil, a penetração da internet já alcançava 92,5% dos domicílios em 2023, segundo o IBGE. Em 2025, a FGV aponta 502 milhões de dispositivos digitais no país, destacando o paradoxo entre conveniência e saturação.
O que explica o retorno do retrô
Especialistas apontam uma conjunção de nostalgia e necessidade prática. Câmeras analógicas e câmeras simples passam a oferecer controle estético, com foco mais consciente e aceitação da imperfeição. A qualidade do som em vinil e a possibilidade de ser dono do objeto também contam como atrativos.
Impactos no mercado e no consumo
Mercados antes vistos como obsoletos voltam a ganhar fôlego. O vinil liderou as vendas de mídias físicas em 2024, representando 76,4% desse segmento no Brasil, impulsionado pela busca por experiência sonora autêntica. Profissionais destacam maior liberdade na curadoria pessoal e a valorização de formatos offline.
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