- Jim Caviezel pediu à produção de Dark Horse a criação de um plano de evacuação emergencial por terra, ar e mar durante as filmagens no Brasil, após Trump falar de possível invasão da Venezuela.
- Integrantes da equipe disseram que o ator ficou alarmado com as declarações de Trump e chegou a exigir o esquema de retirada, imaginando a Venezuela como ameaça próxima.
- A Go Up Entertainment confirmou que a equipe de segurança do ator antecipou seu retorno aos Estados Unidos, respeitando as decisões da segurança privada e ajustando o cronograma.
- O diretor Cyrus Nowrasteh conseguiu convencer Caviezel a permanecer no Brasil inicialmente, mas o ator deixou o país dias antes do encerramento das gravações, levando a cenas a serem feitas por dublês.
- O set de Dark Horse já contava com forte aparato de segurança e polarização; Caviezel recebia escolta, evitando contato frequente com a equipe, e Mario Frias assina o roteiro e a produção, sob direção de Nowrasteh.
Jim Caviezel pediu um plano de evacuação durante as filmagens de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, no Brasil. A solicitação ocorreu após declarações do então presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível invasão da Venezuela. A informação é do jornal O Globo.
Segundo relatos da equipe, Caviezel ficou alarmado com o alerta de Trump para cidadãos norte-americanos deixarem a Venezuela “imediatamente”, interpretando o cenário como uma ameaça próxima ao Brasil. Ele solicitou à produção um esquema de retirada emergencial por terra, ar e mar.
A Go Up Entertainment confirmou que a equipe de segurança do ator antecipou seu retorno aos Estados Unidos. A produtora disse ter seguido integralmente as orientações da segurança privada e ajustado o cronograma. O diretor Cyrus Nowrasteh conseguiu convencer Caviezel a ficar inicialmente no país.
Contexto e desdobramentos
O episódio contribuiu para aumentar a tensão nos bastidores, já marcados por forte aparato de segurança. Caviezel contava com escolta de seguranças brasileiro e americano e evitava contato frequente com a equipe. O filme foi rodado em inglês, com três meses de gravações no Brasil.
Dark Horse tem roteiro assinado por Mario Frias, que também foi secretário da Cultura no governo de Jair Bolsonaro. Cyrus Nowrasteh dirige a produção, que manteve sigilo sobre boa parte do processo criativo e financeiro. Caviezel retornou ao exterior após concluir sua participação.
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