- Horsegirl é atração do C6 Fest 2026 em São Paulo, às 14h40, na Tenda MetLife, no sábado.
- Penelope Lowenstein, 21 anos, recém-formada na New York University, comenta a estreia da banda no Brasil.
- Ela citou a admiração pela obra de Clarice Lispector e revelou ter feito aulas de violão com Sessa durante a pandemia.
- O terceiro álbum Phonetics On and On, lançado em 2025, traz sonoridade mais limpa e referências a Velvet Underground, Syd Barrett e Television Personalities.
- Cate Le Bon foi fundal de produção, estimulando mudanças criativas e o uso do estúdio no processo de gravação.
Horsegirl desembarca em São Paulo para o C6 Fest, marcada para o próximo sábado, 23, às 14h40, na Tenda MetLife. A banda de indie rock de Chicago atua no lineup que inclui nomes como Robert Plant, The xx e Beirut. O foco da apresentação é alcançar um público diverso durante o festival no Parque Ibirapuera.
Penelope Lowenstein, de 21 anos, formou-se recentemente na New York University e integra a banda ao lado de Nora Cheng e Gigi Reece. Ela destaca o carinho pela experiência de vir ao Brasil e ressalta a importância do show como marco da carreira do Horsegirl.
A artista revela que a relação com o Brasil vem desde a infância e que a visita representa uma realização pessoal. Além disso, conta que manteve contato com a cena musical local durante a pandemia, quando teve aulas de violão clássico com Sessa, fortalecendo a ligação com o país.
Formação e amadurecimento
A trajetória do Horsegirl começou a ganhar tração online em 2020, com o EP de estreia Horsegirl: Ballroom Dance Scene et cetera. O primeiro álbum, Versions of Modern Performance (2022), trouxe influência de Breeders, Yo La Tengo e Sonic Youth, marcando a transição de uma initialidade barulhenta para timbres mais variados.
O segundo disco, Phonetics On and On (2025), sinalizou mudança de abordagem. Em vez de repisar sons dos anos 80, o grupo reduziu a distorção e o feedback, buscando uma linguagem compartilhada entre as três integrantes. A mudança veio também da passagem de crescimento pessoal desde a adolescência.
Para Penelope, o aprendizado ficou claro: o processo de composição ganhou foco na sinceridade musical e na coesão entre as três integrantes. A banda passou a questionar o que cada uma tem a dizer, resultando em um som mais contido e consciente.
Colaborações que moldaram o caminho
Cate Le Bon atuou como produtora de Phonetics On and On e desempenhou papel decisivo na mudança de abordagem do Horsegirl. Ela estimulou a criatividade do trio, mantendo um ambiente de estúdio que favorece improvisação e experimentação sem limitações.
A produtora incentivou ajustes na mixagem e na estrutura das faixas, desafiando as integrantes a evoluir. O resultado reforçou a ideia de usar mais o estúdio no processo criativo, rompendo com a mentalidade lo-fi que acompanhava o grupo.
Lowenstein comenta que, com o tempo, a banda se tornou mais aberta a explorar novas dinâmicas. O trio hoje vive junto, o que facilita a comunicação e a evolução constante entre os álbuns, sem abandonar a identidade que construiu desde o começo.
Cena e colaboração em Chicago
Horsegirl é considerada um símbolo da cena DIY de Chicago batizada Hallogallo, em referência a Neu!. O movimento regroupou músicos que buscaram unir pós-punk, rock alternativo e psicodelia, atraindo talentos de várias partes dos EUA para a cidade.
Penelope destaca o orgulho de ver uma nova geração se aproximando da banda, inspirada pelo que foi feito no início. Ela vê a circulação de ideias como uma forja para novas parcerias e para o fortalecimento da cena local.
Entre os laços que fortalecem o coletivo, o irmão de Penelope, Isaac, participou do Lifeguard, que abriu caminho para projetos como Sharp Pins e Friko. O Horsegirl também contou com a participação de Niko Kapetan como engenheiro de uma faixa inicial, demonstrando uma rede de colaboração contínua.
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