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Morre Luis Puenzo, diretor de A História Oficial e vencedor do Oscar

Morre aos 80 anos o cineasta Luis Puenzo, diretor de A História Oficial, primeiro filme argentino a vencer o Oscar, confirmação da Argentores

Luis Puenzo, diretor de 'A História Oficial', morre aos 80 anos
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  • Morreu aos 80 anos o cineasta Luis Puenzo, diretor de A História Oficial, confirmação feita pela Argentores em 21 de abril de 2026.
  • Nascido em Buenos Aires em 19 de fevereiro de 1946, ele iniciou na publicidade nos anos sessenta e estreou como roteirista e diretor de longas em 1973, com Luces de Mis Zapatos.
  • A História Oficial venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1986, sendo a primeira vitória do cinema argentino no prêmio.
  • O filme aborda a ditadura argentina e o sequestro de crianças, acompanhando uma professora que desconfia que a filha adotiva seja biológica de desaparecidos.
  • Puenzo teve atuação na implementação de políticas públicas para o cinema, including promoção da Lei do Cinema em 1994 e liderança de entidades como a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina e o INCAA; deixa filha Lucía Puenzo.

Luis Puenzo, diretor de A História Oficial, morreu aos 80 anos. A confirmação foi feita pela Argentores, Sociedade Geral de Autores da Argentina, nesta terça-feira, 21. A causa da morte não foi divulgada.

O cineasta nasceu em Buenos Aires em 19 de fevereiro de 1946 e iniciou a carreira na publicidade na década de 1960. Em 1973 lançou seu primeiro longa como roteirista e diretor, Luces de Mis Zapatos, mas o reconhecimento internacional chegou com A História Oficial, em 1985.

A História Oficial, premiada em 1986 com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, é um drama sobre o período da ditadura militar argentina e o sequestro de crianças. A obra foi coescrita com Aída Bortnik e também conquistou Cannes e Globo de Ouro.

Carreira, legado e atuação institucional

Puenzo teve papel ativo no audiovisual argentino, promovendo films e políticas públicas. Em 1994 apoiou a Lei do Cinema para fortalecer o financiamento da indústria. Foi fundador da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina e presidiu o INCAA.

O cineasta deixou familiares e amigos, incluindo a filha Lucía Puenzo, também cineasta e roteirista. Adaptou a linguagem do cinema para debates sobre memória, ficção e história reciente da Argentina.

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