- Sophia Costa, 31 anos, foi contratada por uma empresa de turismo com remuneração em dólar para viajar pelo mundo com tudo pago.
- Ficou quase dois anos no posto, chegando a 85 voos em um ano, entre destinos no Brasil e no exterior, com hotéis all inclusive e motorista particular.
- A rotina era “full time”: cerca de 20 dias por mês viajando, 10 dias de descanso e pouco tempo para a vida pessoal.
- A profissional gravava, editava e publicava conteúdos sobre os destinos para as redes sociais da empresa.
- Ela entrou com a demissão há alguns meses, passou a trabalhar com produção de conteúdo próprio e, por ora, prefere ter um emprego fixo que não exija viagens constantes.
Sophia Costa, publicitária de 31 anos, abriu mão de um emprego remunerado em dólar que previa viagens ao redor do mundo com tudo pago. A decisão ocorreu após quase dois anos trabalhando para uma empresa de turismo, com endereço fixo em São Paulo desde 2024. O contrato incluía hotéis all inclusive, traslado com motorista e agenda de voos.
Durante o período, a rotina da profissional era marcada por alta demanda. Em média, 20 dias por mês eram dedicados a viagens, com apenas 10 dias de folga. Entre os destinos, constavam Paris e Madrid, sempre em regime de trabalho intensivo, sem tempo livre para questões pessoais.
Ao retornar ao Brasil, Sophia relatou sentir exaustão e falta de flexibilidade. A pressão de gravar, editar e publicar conteúdos dos destinos consumia grande parte do dia, mesmo nos momentos de descanso, com sono reduzido a poucas horas.
Após um ano nesse ritmo, a publicitária começou a avaliar o futuro da carreira. O custo humano da rotina foi considerado maior que os atrativos financeiros, levando à decisão de pedir demissão há alguns meses. A experiência, porém, não foi descartada para o futuro.
Desde a saída, Sophia passou a monetizar principalmente conteúdo produzido para redes sociais. Ela enfatiza que viajar continua parte de seu DNA, mas o modelo de trabalho mudou. Hoje busca posições estáveis que não exijam viagens constantes.
A história ganhou repercussão nas redes sociais, gerando debates sobre o que é visto como o “emprego dos sonhos”. Com números expressivos de engajamento, a reação mostrou que muitos questionam a ideia de glamour associada a trabalhar viajando.
Especialistas apontam que a flexibilidade no trabalho é um fator decisivo para jovens profissionais. Em pesquisa global citada por veículos, 9 em cada 10 jovens valorizam esse aspecto mais que o salário. Sophia concorda, destacando a importância de tempo para a vida pessoal.
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