Marga Sánchez Romero, uma professora de Prehistória, lançou seu novo livro chamado “Lo que el cuerpo nos cuenta”, onde fala sobre a relação entre o corpo e a identidade feminina ao longo da história. Ela defende que a inclusão do gênero nas histórias é essencial e critica a visão tradicional que ignora a contribuição das mulheres. No livro, Marga usa exemplos de sociedades antigas para mostrar que muitas ideias sobre gênero e poder são erradas. Ela destaca que as mulheres sempre tiveram papéis importantes e que a forma como a sociedade vê o corpo feminino é influenciada por normas criadas por homens. Marga também fala sobre a importância do cuidado e da solidariedade, afirmando que esses valores são fundamentais para a sobrevivência da sociedade. Ela quer que as pessoas reconheçam a importância do cuidado e como isso deve ser valorizado na história e na vida cotidiana.
Marga Sánchez Romero, catedrática de Prehistoria, lança seu novo livro, “Lo que el cuerpo nos cuenta”, que analisa a relação entre corpo e identidade feminina ao longo da história. A obra, publicada pela editora Destino, reflete sobre a importância do cuidado e da solidariedade nas sociedades.
A autora, que já é reconhecida por seu trabalho sobre a história das mulheres, destaca que sua experiência de vida aos 53 anos a permitiu escrever com mais liberdade. Em sua nova obra, ela critica a narrativa histórica tradicional, que frequentemente ignora a perspectiva de gênero. “Uma ciência que exclui a metade da população não é boa ciência”, afirma.
Sánchez argumenta que a história foi contada de forma androcêntrica e eurocêntrica, e que é fundamental incluir o gênero nas pesquisas históricas. Ela menciona que muitos discursos históricos foram construídos sem evidências, enquanto hoje se exige comprovações rigorosas para novas afirmações. A autora utiliza exemplos de escavações arqueológicas para questionar suposições sobre a vida das mulheres na pré-história.
Questões sobre o Corpo
A catedrática também aborda como o corpo feminino tem sido moldado por normas sociais. Ela critica a ideia de um “corpo normativo”, questionando quem estabelece essas normas e como elas afetam a percepção das mulheres. “O cuidado é o que fez a espécie sobreviver”, destaca.
Sánchez enfatiza que a diversidade deve ser valorizada e que as diferenças não devem ser vistas como desigualdades. Ela menciona que, durante grande parte do paleolítico, não havia desigualdade entre gêneros. Contudo, com o tempo, surgiram desigualdades sociais e econômicas que afetaram mais intensamente as mulheres.
A autora conclui que é essencial reconhecer a importância do cuidado e da solidariedade na construção da sociedade. “Precisamos colocar isso em primeiro plano na explicação histórica”, afirma. O livro de Marga Sánchez Romero busca não apenas informar, mas também inspirar mudanças nas políticas públicas e na percepção social sobre o papel das mulheres na história.
Entre na conversa da comunidade