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Brady Corbet defende ‘O Brutalista’ após críticas ao uso de inteligência artificial

- O diretor Brady Corbet defendeu o uso de IA para refinar diálogos em húngaro. - A tecnologia da Respeecher ajustou sons específicos, mantendo a autenticidade. - O editor, Dávid Jancsó, destacou que a IA não alterou as performances dos atores. - O filme, com orçamento abaixo de US$ 10 milhões, estreia no Brasil em 2 de fevereiro. - Corbet e Jancsó enfatizam a necessidade de discutir abertamente o uso da IA no cinema.

Brady Corbet, diretor de “O Brutalista”, defendeu as atuações de Adrien Brody e Felicity Jones após críticas ao uso de inteligência artificial (IA) no filme. O editor, Dávid Jancsó, explicou que a tecnologia da empresa ucraniana Respeecher foi utilizada para ajustar o diálogo em húngaro, visando maior autenticidade, o que gerou reações negativas. Corbet afirmou […]

Brady Corbet, diretor de “O Brutalista”, defendeu as atuações de Adrien Brody e Felicity Jones após críticas ao uso de inteligência artificial (IA) no filme. O editor, Dávid Jancsó, explicou que a tecnologia da empresa ucraniana Respeecher foi utilizada para ajustar o diálogo em húngaro, visando maior autenticidade, o que gerou reações negativas. Corbet afirmou que a IA foi aplicada com cautela, apenas para “refinar” sons, sem alterar o diálogo em inglês.

Corbet destacou que as performances de Brody e Jones foram resultado de meses de trabalho com a treinadora de dialeto Tanera Marshall. A tecnologia foi utilizada na edição do diálogo em húngaro, focando em “refinar certas vogais e letras”. O editor também ressaltou que a própria voz de Jancsó serviu como modelo para o sistema, e os atores gravaram suas vozes para a IA, garantindo que as alterações fossem mínimas e respeitosas.

Dávid Jancsó, que é falante nativo de húngaro, comentou sobre a dificuldade da língua e a necessidade de ajustes para que os sons fossem precisos para os nativos. Com um orçamento abaixo de US$ 10 milhões, o uso da IA foi uma solução para acelerar o processo de pós-produção, permitindo manter a autenticidade das performances. Ele também mencionou que a IA foi utilizada em uma sequência do filme para inspirar desenhos arquitetônicos, embora todos os designs tenham sido feitos à mão.

Jancsó acredita que a polêmica em torno da IA é desnecessária e defende uma discussão aberta sobre suas aplicações na indústria. Ele enfatizou que a tecnologia apenas torna o processo mais eficiente, sem substituir o trabalho artístico. “O Brutalista” estreia nos cinemas brasileiros em 2 de fevereiro.

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