- O PMI composto da zona do euro caiu de 48,8 em abril para 47,5 em maio, a leitura mais baixa desde outubro de 2023 e o segundo mês seguido de contração.
- A demanda geral piorou, com novos pedidos no setor privado caindo no ritmo mais rápido em dezoito meses e pedidos de exportação chegando ao ritmo mais forte desde janeiro de 2025.
- O setor de serviços sofreu a contração mais acentuada desde fevereiro de 2021, influenciado pelo aumento do custo de vida e pela elevação dos preços de energia.
- A inflação de insumos acelerou para um recorde de três anos e meio, enquanto os preços cobrados aos clientes subiram no ritmo mais rápido em 38 meses, sugerindo inflação próxima de quatro por cento nos próximos meses.
- O Banco Central Europeu manteve as taxas inalteradas, mas avaliou a possibilidade de novo aumento em junho, com a inflação da zona do euro em 3,0% em abril.
O PMI composto preliminar da zona do euro caiu para 47,5 em maio, ante 48,8 em abril, segundo dados do S&P Global. A leitura aponta a segunda contração mensal do setor privado no bloco e fica abaixo do esperado pela Reuters.
A deterioração da demanda foi ampla. Novos pedidos caíram no ritmo mais rápido em 18 meses, e as exportações diminuíram pela taxa mais acentuada desde janeiro de 2025. O setor de serviços teve queda acentuada, enquanto a indústria viu a demanda recuar após alta em abril.
O custo de vida e a inflação pressionam o consumo. A inflação de insumos atingiu novo recorde em três anos e meio; os preços ao consumidor subiram no pior ritmo em 38 meses. O BCE manteve juros estáveis no mês passado, com sinais de possível alta em junho.
Contexto econômico
O estudo aponta que o serviço, motor da atividade, recuou com força, atingindo o ritmo mais duro desde fevereiro de 2021. A inflação no bloco manteve-se em 3,0% em abril, acima da meta de 2,0% definida pelo BCE, o que sustenta o debate sobre novas altas de juros.
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