- Vinte e seis por cento dos paulistanos guardariam o dinheiro gasto em apostas online caso não utilizassem plataformas de bets; 14% usariam para pagar contas domésticas e 13% para comprar alimentos.
- Trinta e cinco por cento passam a apostar para aumentar a renda doméstica de forma rápida, 10 pontos acima de 2024; entre famílias com até dois salários mínimos, esse índice chega a 40%.
- Metade dos entrevistados aposta com frequência; o hábito é mais comum em famílias de renda baixa e média, e a participação de quem aposta para investir caiu de 9% para 5% de um ano para outro.
- Do total que já recorreu a apoio financeiro para continuar apostando, 12% dizem ter buscado ajuda; 5% pediram dinheiro emprestado a amigos ou familiares, 4% fizeram empréstimos, 2% recorreram ao empregador e 1,5% adiantaram o 13º salário.
- O cenário ocorre em meio ao endividamento: 72,9% das famílias paulistanas estavam endividadas e 21% inadimplentes; estudo ouviu 600 pessoas entre 4 e 8 de maio, com margem de confiança de 90%.
Mais de um quarto dos paulistanos mantém apostas online com o objetivo de aumentar a renda doméstica. Segundo a FecomercioSP, 26% responderam que guardariam o dinheiro gasto em bets caso não utilizassem plataformas, alta em relação a 2024 (19%).
Em relação ao uso do dinheiro, 14% afirmam que utilizariam para pagar contas domésticas e 13% para comprar alimentos, apontam os dados da pesquisa. O levantamento também destaca alerta sobre inadimplência.
O estudo mostra ainda que 35% dos paulistanos apostam para aumentar a renda de forma rápida, subindo dez pontos percentuais desde o ano anterior. Entre famílias de menor renda, o índice chega a 40%.
Perfil do apostador e gastos
Entre lares com até dois salários, a prática chega a 40%. Cháf de renda entre dois e cinco salários registra 30%, e entre cinco e dez salários, 29%.
A parcela que aposta com finalidade de investimento cai: 5% neste ano, ante 9% em 2024. Ainda, 7% dizem considerar jogos online como vício.
Metade dos entrevistados (50%) afirma apostar com regularidade, mantendo um patamar próximo ao observado há dois anos. O hábito é mais comum em faixas de renda mais baixa e média.
Dinâmica financeira e impactos
Entre as mulheres, 18% usariam o dinheiro para comprar comida e 18% para pagar contas. Entre os homens, 11% e 13%, respectivamente. Homens também aparecem com maior proporção de quem pouparia o dinheiro, 28% versus 18%.
Do total que já recorreu a ajuda financeira para manter apostas, 12% buscaram algum tipo de apoio. Desse grupo, 5% pediram dinheiro emprestado, 4% recorreram a empréstimos, 2% ao empregador e 1,5% receberam adiantamento do 13º.
Segundo a FecomercioSP, 54% gastam até R$ 50 mensais, 16% entre R$ 50 e R$ 100 e 12% entre R$ 100 e R$ 200. O perfil ainda é o de pequeno apostador, apesar da ampliação de quem gasta até R$ 100.
Contexto e cenário econômico
A entidade aponta que a expansão das apostas acompanha maior exposição nas redes sociais, uso de pagamentos instantâneos e acesso via celular. Cerca de 96% dos respondentes disseram usar Pix para pagamentos de apostas.
A pesquisa envolve 600 pessoas na capital paulista, coletadas entre 4 e 8 de maio via questionário online. A margem de confiança é de 90%. A FecomercioSP também destaca aumento no endividamento das famílias, com 72,9% endividadas na cidade.
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