- Licitação da Prefeitura de São Paulo para manutenção da estrutura cicloviária, no valor de R$ 101 milhões, está suspensa pelo Tribunal de Contas do Município desde o mês passado.
- Auditoria do TCM aponta possível sobrepreço de até R$ 31 milhões nos valores da concorrência.
- A prefeitura informou que enviou esclarecimentos ao TCM no início do mês e aguarda o posicionamento do órgão.
- São Paulo tem a maior malha cicloviária do país, com 779,4 quilômetros, sendo 744,7 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas e 34,7 quilômetros de ciclorrotas; meta é chegar a 1.000 quilômetros até 2028.
- Em 2025, programas de implantação e manutenção receberam R$ 64,7 milhões; desde 2024, o programa de manutenção recuperou 186,3 quilômetros.
O Tribunal de Contas do Município suspendeu uma licitação da Prefeitura de São Paulo, no valor de 101 milhões de reais, para a manutenção da estrutura cicloviária da cidade. A auditoria apontou possível sobrepreço de até 31 milhões de reais no certame, segundo o TCM. A prefeitura informou que enviou esclarecimentos ao órgão no início deste mês e aguarda o posicionamento final.
A gestão municipal destaca que São Paulo possui a maior malha cicloviária do país, com 779,4 km, sendo 744,7 km de ciclovias e ciclofaixas e 34,7 km de ciclorrotas. A meta é alcançar 1.000 km até 2028. Em 2025, a prefeitura afirma ter investido 64,7 milhões de reais em programas de implantação e manutenção.
Além dos números, a qualidade da sinalização e da pintura das ciclovias é questionada por ciclistas. Há relatos de desgaste na pintura, detritos e buracos, que comprometem a segurança de quem pedala.
Obstáculos pelo caminho
Mateus Humberto, professor de Engenharia de Transportes na Poli-USP, pedala entre o centro e a Cidade Universitária e aponta problemas como detritos, bueiros, vegetação na pista e veículos parados sobre as vias. Ele lembra de falta de iluminação em trechos.
A comunidade de ciclistas comenta que a manutenção costuma ser lenta. Em alguns casos, vias sinalizadas após obras demoram a retornar ao sistema, prejudicando o fluxo diário de quem se desloca de bicicleta.
A Alameda dos Guatás, na Saúde, é citada como exemplo de atraso na conclusão da repintura. Mesmo após o recapeamento, faltam pictogramas no chão e tachões de segurança, segundo relatos de ciclistas.
A USP informou que nem a Prefeitura do câmpus do Butantã nem a Guarda Universitária têm atribuição para fiscalização de trânsito. A Guarda atua na segurança patrimonial e na orientação de motoristas que desrespeitam as normas, conforme nota da universidade.
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