- O livro The Joy of Money, de Carrie Joy Grimes, chega em 19 de maio e oferece ferramentas práticas para quem quer reduzir dívidas e melhorar o orçamento, partindo de sua própria trajetória financeira.
- Grimes fundou a WorkMoney em 2020 para conectar pessoas a recursos que ajudam a pagar contas, ressaltando que não existe aplicativo mágico; há ferramentas menos utilizadas que ajudam a manter dinheiro no bolso.
- O título reforça a ideia de negociar dívidas e condições com credores, IRS, bancos e até empregadores, para obter taxas menores e opções de pagamento.
- Ela critica os “shame gurus” de finanças, defendendo que mudar hábitos exige, acima de tudo, mudar a relação com o dinheiro, não adotar dietas extremas.
- Dicas práticas incluem saber o que é o gasto mínimo mensal, ter de três a seis meses de reserva, mil reais de liquidez, renegociar juros de cartão de crédito e buscar apoio de organizações como a National Foundation for Credit Counseling, além de preparar um “go bag” financeiro para benefícios como SNAP e Medicaid.
Carrie Joy Grimes lançou o livro The Joy of Money, com foco em ajudar americanos de classe média a buscar estabilidade financeira. A obra chega às livrarias em 19 de maio e resulta de sua trajetória como ex-organizadora sindical e pessoa que já enfrentou endividamento no passado. Grimes pretende mostrar que não há fórmula mágica para enriquecer ou quitar dívidas apenas com hábitos simples.
Ela fundou a ONG WorkMoney em 2020, para conectar pessoas a recursos que reduzam despesas diárias. Em entrevista, afirma que é preciso abandonar a vergonha associada ao dinheiro e adotar ferramentas reais para economizar. O livro traz orientações como calcular a aposentadoria, avaliar comprar versus alugar e reduzir pagamentos de faturas.
A autora também critica conselhos de “shame gurus” que pregam dietas financeiras extremas. Para Grimes, mudanças duradouras vêm de entender a relação entre dinheiro e comportamento, não de sacrifícios bruscos. Ela incentiva a negociação com bancos, cartões de crédito, Receita e empregadores, quando possível.
Ferramentas e programas úteis
Grimes destaca contas de gastos flexíveis oferecidas pelo empregador para saúde e educação infantil, com benefícios fiscais. Ela lembra que quem ganha até cerca de 80 mil a 90 mil dólares pode ter acesso a creches com custos reduzidos. Também recomenda verificar descontos em farmácias e usar cartões de desconto, como GoodRx ou SingleCare.
Ela ressalta o crédito de imposto conhecido como EITC, que pode chegar a quase 3 mil dólares, e aponta que muitos trabalhadores elegíveis não reivindicam o benefício. Além disso, reforça a possibilidade de renegociar contas e planos de pagamento com credores.
Negociação e hábitos financeiros
Grimes orienta que, em caso de dívida elevada, é possível ligar para negociar taxas de juros e parcelas com a instituição financeira. Em relação a dívidas de cartão de crédito, a autora sugere ações como pedir redução de juros e buscar planos de pagamento com apoio de entidades especializadas.
Ela reforça que mudanças financeiras duradouras passam pela relação com o dinheiro, não apenas por restrições extremas. Em situações de despesas altas, recomenda buscar caminhos como negociações com credores e uso responsável de recursos públicos.
Origem e objetivo
A escritora atuou por 20 anos como organizadora do SEIU, sindicato dos trabalhadores da saúde e de serviço. Segundo Grimes, a experiência revelou dois problemas centrais: falta de dinheiro e desconhecimento de como utilizá-lo para aumentar o patrimônio. O livro é apresentado como ferramenta para quem não tem renda elevada ou patrimônio, com foco em orçamento, redução de despesas e investimentos adequados.
A autora descreve o dinheiro como soma de cálculos e sentimentos, enfatizando a importância de reconhecer o valor próprio ao buscar melhores condições. O objetivo é que leitores sem riqueza acumulada aprendam estratégias simples e eficazes para melhorar a gestão financeira.
Padrões de prática
Entre os itens-chave, Grimes cita ter um “go bag” financeiro com local de acesso a benefícios como Seguro Desemprego, SNAP e Medicaid. Ela orienta que quem já pagou impostos ou trabalhou algum dia tem direito aos recursos disponíveis, sem depender de caridade.
A entrevista foi ajustada para clareza e extensão pela mídia, sem incluir julgamentos ou opiniões. As informações são apresentadas de forma objetiva, com foco em fatos verificáveis, conforme o conteúdo divulgado pela reportagem original.
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