- Flávia Olmo, 35 anos, começou vendendo brownies no escritório em 2015 e hoje comanda a Que Doce!, confeitaria na Urca, Zona Sul do Rio.
- A empresa fatura R$ 2,9 milhões em 2025, tem 20 funcionárias e mantém a produção em uma cozinha em Irajá, com loja no casarão de 300 m² na Urca.
- O negócio surgiu após a crise na empresa familiar e expansão começou com delivery; a loja física abriu em novembro de 2022, com investimento de R$ 400 mil.
- O bolo de morango é o carro-chefe, e o tíquete médio na loja fica entre R$ 65 e R$ 80; em encomendas especiais, o valor é maior.
- Desde 2025, Olmo foque na gestão compartilhada e na abertura de novas oportunidades, mantendo o foco no varejo e em produtores locais, sem prioridade de franquia.
Flávia Olmo, aos 35 anos, saiu do cargo na Tim para criar a Que Doce!, confeitaria instalada num casarão de 300 m² na Urca, Zona Sul do Rio. Em 2025, a empresa faturou cerca de R$ 2,9 milhões e emprega 20 pessoas, todas do sexo feminino.
A trajetória começou em 2015, quando Olmo vendia brownies para colegas de trabalho com apenas R$ 130 em insumos. O impulso inicial veio da necessidade de renda para a família diante de dificuldades no negócio da família.
A ideia ganhou força já na Tim, com a produção crescendo e a marca tomando forma após uma encomenda que motivou o nome Que Doce!. A administradora conciliava o CLT com a veia empreendedora, até deixar a empresa em 2019 para se dedicar integralmente ao negócio.
O casarão na Urca
Em novembro de 2022, a Que Doce! abriu no bairro da Urca, com investimento de R$ 400 mil. O espaço foi escolhido pela proposta de uma casa de verdade, com produção em Irajá e loja- vitrine na região. O bolo de morango e a mousse de coco com maracujá são destaque no cardápio.
A loja funciona como ponte entre a produção e o atendimento direto ao cliente, com pedidos semanais para a cozinha. O tíquete médio fica entre R$ 65 e R$ 80, enquanto encomendas especiais variam conforme o pedido.
Mulheres na cadeia produtiva
Desde o início, a equipe é composta apenas por mulheres, totalizando 20 colaboradoras. A proprietária vê na difusão de oportunidades para produtoras locais um desdobramento do projeto. Em 2025, a maternidade também ganhou relevância, ampliando a necessidade de equilíbrio entre vida pessoal e negócio.
A rotina de Olmo passou a exigir mais planejamento após a chegada de Vicente. A gestão busca consolidar a marca sem abrir mão de flexibilidade, com foco em ampliar a presença sem depender apenas de franquias.
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