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CVC mira renegociação de dívida e descarta novo aporte, afirma VP

CVC foca em alongar a debênture e renegociar a dívida; nega aporte de capital, afirma ter caixa de R$ 400 milhões que cobre vencimentos até 2028 e faz cortes

Vice-presidente de Finanças, Jurídico, Estratégia e Relações com Investidores da CVC, Felipe Gomes, diz que qualquer empresa que tiver interesse em uma proposta ou de participar do capital da companhia precisa formalizar proposta e levar ao conselho, depois ser direcionado para uma Assembleia, onde haveria uma votação. "Não existe nada, nem integral nem parcial", sobre notícia de interesse da dona da Decolar.
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  • A CVC Corp iniciou uma reestruturação operacional e financeira, com cortes de despesas administrativas, e prioriza alongar e reduzir o custo da debênture em circulação, não preveem captação via emissão de ações.
  • O caixa da empresa é de mais de R$ 400 milhões, suficiente para cobrir os vencimentos até o final de 2028; há R$ 80 milhões a vencer no final deste ano, e não há visão de follow-on.
  • A empresa não recebeu nem considerou proposta formal da Decolar; não houve comunicação oficial sobre uma OPA, segundo o vice-presidente de Finanças.
  • Cortes acima de cem funcionários foram realizados, em um total próximo de 2.000 colaboradores; o Biblos foi incorporado à estrutura interna da Visual Turismo.
  • No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida chegou a R$ 365 milhões (alta de 1% na base anual), houve prejuízo contábil de R$ 72 milhões e a dívida líquida atingiu R$ 1,5 bilhão.

A CVC Corp iniciou um processo de reestruturação operacional e financeira, anunciando cortes de despesas administrativas e revisão de estratégias de mercado. A medida visa mitigar o impacto de um balanço trimestral desafiador, diante de um cenário macroeconômico adverso.

Segundo o Vice-Presidente de Finanças, Felipe Gomes, a prioridade é alongar e reduzir o custo da debênture em circulação, sem buscar aporte de capital via emissão de ações. A empresa afirma ter caixa acima de 400 milhões de reais.

Gomes detalha que não há proposta formal de aquisição ou aporte da Decolar, controlada pela Prosus. A leitura de mercado aponta que a empresa pode precisar de reforço de capital no horizonte, mas a cotação atual inviabiliza um follow-on.

Estrutura de dívida e liquidez

A CVC informou que há cerca de 80 milhões de reais a vencer no final do ano e mais de 400 milhões de reais no caixa, suficientes para cobrir os vencimentos da debênture até 2028. O executivo reiterou que não há intenção de captar recursos por meio de nova emissão de ações.

A empresa também sustenta que o caixa excede o montante total de vencimentos da debênture até o fim de 2028, considerando pagamentos futuros e geração de caixa prevista. A leitura interna é de que a reestruturação pode tornar a dívida atual mais barata e estendida.

Cortes de pessoal e mudanças estratégicas

Mais de 100 profissionais foram desligados, dentro de um universo total de cerca de 2.000 funcionários, com cortes concentrados em áreas de comando, marketing e tecnologia. Fabio Mader, CEO, confirmou a conclusão do processo de enxugamento.

Paralelamente, a CVC revisou o planejamento estratégico, absorvendo o segmento Biblos no Brasil e focando na consolidação de ativos existentes para sustentabilidade de longo prazo, em linha com avaliações da Fitch Ratings.

Desempenho financeiro do primeiro trimestre de 2026

A receita líquida ficou em 365 milhões de reais, aumento de 1% na base anual. Queda de 17% nas receitas da subsidiária argentina pesou no resultado. SG&A avançou 10% no período, conforme levantamento do BTG Pactual.

Custos com combustíveis, instabilidade geopolítica e perdas cambiais contribuíram para um prejuízo contábil de 72 milhões de reais. A dívida líquida encerrou o trimestre em 1,5 bilhão de reais, 3,4 vezes o EBITDA. A ação da empresa sofreu queda expressiva no ano.

Desempenho setorial e comparação

Mercados correlatos mostraram ganhos na primeira linha: Latam, Azul, Hilton, Marriott e plataformas de turismo online divulgaram resultados positivos. Em contraste, a CVC registrou desaceleração de crescimento e maior endividamento, conforme análises de mercado.

A operação brasileira de turismo passa por reestruturação para manter a liquidez e a sustentabilidade do negócio, com foco na gestão da dívida e na geração de caixa, sem indicações de novas captações de capital no curto prazo.

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