- O CEO da EasyJet pediu que não haja pânico sobre o abastecimento de combustível para jatos neste verão, afirmando que não houve problemas de fornecimento até agora.
- A transportadora disse que clientes estão reservando voos com menos antecedência devido à incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio, mas que as operações não foram afetadas.
- O Irã preocupa-se com o estreito de Hormuz, o que elevou substancialmente os preços do combustível de aviação; a EasyJet, porém, disse não haver impactos no fornecimento.
- Segundo o executivo, houve aumento na produção de combustível na Noruega, África Ocidental e nas Américas, e a capacidade de refino fora da região do Golfo também cresceu.
- A EasyJet reportou prejuízo pré-imposto de £ 552 milhões nos seis meses encerrados em março e avisou que o desempenho no segundo semestre dependerá de custos mais altos de combustível e da demanda.
O chefe da EasyJet afirmou aos ouvintes que não há motivo para pânico quanto ao abastecimento de combustível de aviação neste verão. Em entrevista à BBC, Kenton Jarvis disse que a empresa não identificou problemas de fornecimento em aeroportos do Reino Unido, Europa ou além, e que os bilhetes podem ser adquiridos com confiança.
Segundo o executivo, a companhia mantém contato próximo com fornecedores, aeroportos e governos, sem relatos de dificuldades futuras. A EasyJet informou ainda que não planeja adicionar sobretaxas de combustível aos preços. Em paralelo, registrou uma tendência de reservas mais tardias por parte dos clientes devido à incerteza geopolítica no Oriente Médio.
A tensão envolvendo o Irã elevou os preços do combustível por meio de um bloqueio efetivo do estreito de Hormuz, rota crucial para o abastecimento europeu. Mesmo sem impactos para a EasyJet, a empresa observou que a procura para partidas ainda neste mês permanece forte, com usuários optando por compras de última hora.
Desempenho financeiro e perspectivas
A EasyJet anunciou prejuízo pré-imposto de 552 milhões de libras no semestre encerrado em março, refletindo sazonalidade negativa típica do inverno. A empresa alerta que o desempenho no segundo semestre pode ser pressionado por custos de combustível mais altos e incerteza na demanda.
Analistas ressaltam sensibilidade das aéreas aos preços de combustível. Um pesquisador da área destacou que o repentino aumento de custos pode afetar a lucratividade, mesmo com resolução do conflito no curto prazo, visto que as altas tendem a permanecer por algum tempo.
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