- A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou a indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM, com 19 votos a favor e 4 contrários; decisão segue para o plenário.
- Ao lado, Igor Muniz foi aprovado para o cargo de diretor da CVM, por 19 votos favoráveis e 1 contrário; o Executivo enviou apenas duas indicações, embora existam três vagas.
- As nomeações foram enviadas ao Senado pelo presidente Lula em 6 de janeiro; a decisão final depende do plenário.
- Durante a sabatina, Otto Lobo foi questionado sobre decisões na CVM ligadas ao Banco Master, sobretudo em relação à Ambipar.
- O indicado negou favorecimento ao Banco Master e afirmou que as decisões foram baseadas em critérios técnicos; também negou articulação de Joesley Batista a seu favor.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou nesta quarta-feira (20/5) a indicação de Otto Lobo para presidir a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A decisão foi de 19 votos favoráveis e 4 contrários. O próximo passo é a análise no plenário do Senado, que pode ocorrer ainda hoje.
Além de Otto Lobo, a CAE aprovou a indicação de Igor Muniz para diretor da CVM, por 19 a 1. A pasta, atualmente com três vagas abertas, recebeu apenas duas indicações oficiais do Executivo.
As nomeações foram encaminhadas pelo presidente Lula ao Senado em 6 de janeiro. Caso aprovado pelo plenário, Otto Lobo comandará o órgão responsável pela regulação e fiscalização do mercado de capitais no país.
Durante a sabatina, Otto Lobo foi questionado sobre decisões da CVM envolvendo o Banco Master e a Ambipar, em especial uma OPA barrada quando ele atuava como presidente interino. Parlamentares levantaram que o voto de qualidade dele favoreceu a decisão contrária à oferta.
Segundo a própria CVM, houve investigação de conluio entre o Master, do empresário Daniel Vorcaro, e a Ambipar para inflar valores de ações da multinacional. A atuação de Lobo foi defendida pelo indicado como baseada em critérios técnicos e na lei, sem favorecimento a terceiros.
Também foram levantadas dúvidas sobre eventual apoio de Joesley Batista à nomeação de Otto Lobo. O indicado afirmou não haver articulação ou influência do empresário na sua indicação ao cargo.
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