- O professor Michael Norton, da Harvard Business School, afirma que gastar com experiências gera felicidade mais duradoura do que comprar bens.
- Separar o dinheiro por objetivos, em “caixinhas”, aumenta o vínculo com o patrimônio, facilita poupar e protege o dinheiro a longo prazo.
- Pesquisas indicam que é mais fácil manter disciplina quando o objetivo é uma experiência; gastar com outra pessoa também aumenta a satisfação.
- Experiências geram more satisfação ao longo do tempo e mantêm valor emocional na memória, ao contrário de objetos que perdem apelo.
- Como exemplo prático, bancos testaram a gamificação de pagamentos para tornar o pagamento de dívidas uma sensação de conquista.
Michael Norton, professor da Harvard Business School, sustenta que separar o dinheiro por objetivos fortalece o vínculo com o patrimônio e pode até estimular a poupança. O método não depende do que é comprado, e sim da psicologia do gasto.
Durante o Fórum de Bem-Estar Financeiro da Sicredi, Norton mostrou que gastar em experiências tende a gerar felicidade mais duradoura do que adquirir bens. A lógica aponta para a categorização do dinheiro como chave da satisfação financeira.
Ainda segundo o pesquisador, a percepção de valor muda conforme o tipo de gasto. Bens materiais costumam perder apelo emocional com o tempo, enquanto vivências mantêm efeito positivo na memória e no bem-estar.
A ideia das caixinhas
No Brasil, cofres e cofrinhos geram efeito psicológico: separar dinheiro em funções distintas transforma números em metas. Ao associar o recurso a objetivos como educação ou viagens, a mentalidade do poupador muda.
Norton afirma que ter o dinheiro dividido facilita a defesa do patrimônio, pois é menor a tentação de usar recursos destinados a metas específicas. A prática pode promover disciplina financeira a longo prazo.
Dados das pesquisas indicam que pessoas tendem a abrir contas separadas para experiências do que para objetivos genéricos. O foco em uma finalidade concreta aumenta a dedicação ao planejamento financeiro.
Experiências geram memória positiva
Experiências costumam sustentar a satisfação ao longo do tempo, ao contrário de objetos que perdem apelo emocional. A antecipação de uma viagem, por exemplo, já gera bem-estar antes do momento efetivo.
O professor cita que a lembrança de momentos especiais tende a crescer com o tempo, tornando as memórias mais prazerosas e, por vezes, mais significativas do que a posse de bens materiais.
O papel dos bancos e das ferramentas digitais
Há interesse em soluções que tornem o pagamento um processo de progresso visível. Em experimentos com instituições financeiras, a gamificação de pagamentos permite que usuários eliminem itens específicos da dívida, simulando uma sensação de conquista.
Norton defende que entender o comportamento financeiro ajuda a criar produtos que auxiliem a gestão econômica pessoal. As ferramentas podem facilitar a disciplina e a organização financeira dos consumidores.
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