- Fusão entre Marfrig e BRF resultou na marca MBRF, listada na B3 como MBRF3, com receita líquida de cerca de R$ 160 bilhões e atuação em 117 países; lucro do primeiro trimestre de 2026 ficou em R$ 111 milhões.
- Luiz Franco, Diretor de Marketing e Inovação, afirma que o reposicionamento da empresa prioriza inovação, praticidade doméstica e alimentação saudável, com maior contato e presença no varejo nacional.
- Tendências do setor apontadas pelo executivo: busca por proteínas e conveniência; o portfólio é ajustado a necessidades do consumidor, com lançamentos que atendem a dietas balanceadas.
- A MBRF tem investido em inteligência artificial, incluindo CRM conectado ao WhatsApp e uma ferramenta que sugere receitas a partir de fotos do que há na geladeira; uso da IA é visto com cautela.
- Sobre hiperpersonalização e sustentabilidade: há projetos como a ferramenta Sadi.a para receitas personalizadas, coleta de dados com consentimento e parceria com Melhoramentos para embalagens biodegradáveis, além de lançamentos como as lasanhas Sadia em bandejas sustentáveis.
A fusão entre Marfrig e BRF, concluída em setembro de 2025, deu origem à marca MBRF, hoje listada na B3 como MBRF3. A empresa mira reposicionamento institucional com foco em inovação, praticidade doméstica e alimentação saudável, buscando ampliar presença em lares e mercados internacionais.
Com receita líquida anual estimada em 160 bilhões de reais, a MBRF agrega marcas históricas como Sadia, Perdigão e Qualy, consolidando atuação em 117 países. No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido somou 111 milhões de reais, aumento de 26,8% frente ao período anterior.
Inteligência Artificial
A MBRF aplica IA em desenvolvimento de produto e provas de conceito, destacando CRM e ferramentas conectadas ao WhatsApp desde 2024. Uma função permite sugerir receitas a partir de fotos do que há na geladeira, com possibilidade de compra de ingredientes via parceiros da empresa.
Diretor de Marketing e Inovação, Luiz Franco, reforça que a adoção de IA deve ocorrer por necessidade e utilidade, evitando investimentos forçados em funcionalidades sem impacto, mantendo o equilíbrio entre varejo, consumidor e produção.
Métricas de inovação
O grupo tem feito da inovação um pilar, revisando a precificação para manter a rentabilidade. A mudança envolve priorizar margens em vez de apenas faturamento, com um Centro de Inovação em Jundiaí que agrega cerca de 20 a 30 profissionais de carreira consolidada.
Marcas tradicionais, como Sadia, Perdigão e Qualy, mantêm foco em inovação contínua. A Qualy, por exemplo, já desenvolveu uma margarina de pote retangular para otimizar logística.
Hiperpersonalização
As estratégias de marketing variam por marca. Enquanto as linhas mais clássicas privilegiam branding, a empresa também investe na personalização da experiência de compra. A ideia é atuar como prestador de serviço, entendendo problemas e oferecendo soluções sob medida.
Um exemplo é a ferramenta Sadi.a, que sugere receitas e indica compra de ingredientes, integrando a jornada do consumidor em uma única plataforma. Franco destaca a importância de facilitar o caminho do cliente e reduzir cliques.
A coleta de dados para hiperpersonalização demanda consentimento do consumidor. A empresa utiliza promoções e ações de brand experience para ampliar a base de cadastros, como ocorreu com a Sadia em ações no evento Lollapalooza 2026.
Sustentabilidade
A MBRF busca embalagens mais sustentáveis, em parceria com a Melhoramentos, com desenvolvimento de embalagem que se degrade em até 75 dias. Lançamentos incluem lasanhas Sadia em bandejas biodegradáveis.
Franco aponta que escolhas sustentáveis têm ganhado adesão, mesmo com custos adicionais. A adoção de novas tecnologias exige testes rigorosos para manter padrões de qualidade e segurança alimentar, com foco em prova e contraprova.
Entre na conversa da comunidade