- A Agência Nacional do Petróleo confirmou, em 20 de maio, que o líquido encontrado em um sítio em Tabuleiro do Norte, Ceará, é petróleo cru.
- A ANP abriu um processo para avaliar o tamanho das reservas e a viabilidade de exploração, com a região sendo dividida em blocos que poderão ir a leilão.
- O processo completo, desde a confirmação até licenças ambientais e possível instalação da operação, pode levar anos.
- Mesmo com a confirmação, não há garantia de exploração comercial e os interessados precisarão avaliar a viabilidade econômica.
- O proprietário da terra pode ter direito a até 1% do valor financeiro, caso haja exploração futura, conforme análise técnica e legal.
A ANP abriu um processo para avaliar a possibilidade de explorar petróleo encontrado em um sítio no Ceará. A confirmação ocorreu nesta quarta-feira, 20 de maio, após análises técnicas. O achado foi feito em Tabuleiro do Norte, por Sidrônio Moreira, durante perfuração para água em 2024. Não há garantias de exploração comercial.
A etapa atual envolve estudos para estimar o tamanho das reservas e a viabilidade econômica da extração. A agência também explicou que o resultado não determina automaticamente a lavra. Blocos de exploração serão formados para licitações futuras, caso haja interesse de empresas.
Processo de avaliação da ANP
O relatório técnico enviado aos interessados não define prazo para conclusão. Além disso, a área pode ou não avançar para a exploração comercial, dependendo de avaliações adicionais. A decisão envolve órgãos ambientais e a Oferta Permanente de Concessão.
A região do campo potencial é dividida em blocos para leilão, conforme a ANP. Mesmo com blocos formados, investidores podem não se interessar devido ao custo e à qualidade do petróleo. O processo completo pode levar anos.
Inovações e próximos passos
Sidrônio não será proprietário do petróleo; a posse é da União. Ainda assim, se houver exploração, o proprietário poderá receber até 1% dos benefícios econômicos, conforme avaliação. A área permanece isolada no momento para evitar qualquer risco ambiental.
A SEMACE receberá o laudo da ANP para avaliar possíveis medidas ambientais. Técnicos do IFCE acompanharam as análises e forneceram amostras usadas pela ANP. O estudo atual não garante o início de uma operação de exploração.
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