- Nubank registrou lucro líquido de US$ 871,4 milhões no primeiro trimestre, abaixo da expectativa de US$ 980 milhões.
- A receita somou US$ 5,3 bilhões, acima da previsão de US$ 4,5 bilhões.
- Provisões aumentaram devido ao crescimento rápido da carteira de empréstimos, que avançou 40% frente ao ano anterior, chegando a US$ 37,2 bilhões.
- O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5%, enquanto a inadimplência acima de 90 dias caiu para 6,5%.
- O total de clientes atingiu 135,2 milhões, com mais de 15 milhões no México, onde houve equilíbrio financeiro; expansão para os EUA será cautelosa, com investimentos abaixo de 100 pontos-base do índice de eficiência em 2026 e 2027.
A Nubank divulgou resultados do primeiro trimestre com lucro abaixo das expectativas, impactado pelo aumento de provisões ligadas ao rápido crescimento da carteira de empréstimos. A empresa informou lucro líquido de US$ 871,4 milhões, contra a previsão de US$ 980 milhões.
A receita do período ficou em US$ 5,3 bilhões, acima do consenso de US$ 4,5 bilhões. O aumento ocorre enquanto o crédito cresce rapidamente, o que levou ao reconhecimento antecipado de provisões, segundo o diretor financeiro Guilherme Lago.
Resultado e carteira de crédito
A carteira total de crédito da Nu Holdings atingiu US$ 37,2 bilhões, alta de 40% ante o mesmo intervalo do ano anterior. O índice de inadimplência entre 15 e 90 dias subiu para 5%, de 4,1% no trimestre anterior.
A inadimplência com mais de 90 dias recuou marginalmente, de 6,6% para 6,5%. Lago destacou que a variação reflete sazonalidade do primeiro trimestre, não deterioração da qualidade dos ativos.
Clientes e expansão
Ao fim de março, o Nubank encerrou com 135,2 milhões de clientes, incluindo mais de 15 milhões no México, onde anunciou equilíbrio financeiro pela primeira vez. As operações mexicanas atingiram o ponto de equilíbrio no período.
A empresa sinalizou cautela na expansão para os Estados Unidos, mantendo investimentos limitados a menos de 100 pontos-base do índice de eficiência consolidado, em 2026 e 2027. O objetivo é manter a disciplina de custos durante o crescimento internacional.
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