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Fim da taxa das blusinhas não zerou imposto; ICMS varia entre estados

Fim da isenção até US$ 50 não isenta ICMS; alíquotas de importação variam entre 17% e 20% conforme o estado, mantendo custos ao consumidor

O fim da “taxa das blusinhas” gerou críticas e preocupações entre os setores da indústria e do varejo brasileiro.
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  • O fim da “taxa das blusinhas” não zerou o imposto; o ICMS ainda incide sobre mercadorias importadas, nacionais, energia elétrica e serviços de telecomunicação.
  • No Regime de Tributação Simplificada, a alíquota do ICMS para importações varia entre 17% e 20% conforme o estado, conforme a tabela do Comsefaz vigente desde abril de 2025.
  • Estados com alíquota de 17%: São Paulo, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins e Distrito Federal.
  • O Amapá tem alíquota de 18% e o Pará aumentou de 17% para 19% em janeiro deste ano. Alíquotas de 20% abrangem Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.
  • O ICMS é devido no momento da liberação do produto pela alfândega e pode representar, para uma mercadoria de 50 dólares, um acréscimo de 42,50 reais (17%) até 50 reais (20%), sem contar taxas aduaneiras e eventuais isenções.

O fim da chamada “taxa das blusinhas” apagou o imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50, mas não zerou o ICMS. Este tributo estadual incide sobre a venda de produtos e serviços, incluindo itens importados. A mudança não elimina encargos, apenas substitui um imposto por outro em parte do custo.

Segundo o governo, a medida foi anunciada na noite de terça-feira, 12, pelo presidente, durante transmissão no Palácio do Planalto. A expectativa é que o ICMS continue impactando o preço final, dependendo do estado de origem e das regras locais. Críticos temem aumento de custo para consumidores e impactos na indústria nacional.

O ICMS não é imposto federal e é a principal fonte de receita dos estados. Ele incide sobre mercadorias nacionais e importadas, energia elétrica e serviços de telecomunicações, sendo aplicado na circulação de produtos. O efeito sobre o preço depende da alíquota de cada estado.

Alíquotas por estado para importação pelo RTS

A alíquota para importações pelo Regime de Tributação Simplificada (RTS) varia de 17% a 20% conforme a tabela divulgada pelo Comsefaz, vigente desde abril de 2025. Estados com 17% estão distribuídos entre várias regiões, enquanto 18% ocorre no Amapá e 19% no Pará, que elevou a alíquota neste ano. A lista de 20% envolve estados como Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

Cálculo e aplicações

O ICMS passa a ser devido no momento da liberação pela alfândega, seguindo a alíquota do estado onde está sediado o importador. Com valores de até US$ 50, o imposto pode representar entre R$ 42,50 (17%) e R$ 50,00 (20%), em relação a uma mercadoria de US$ 50, considerando câmbio próximo de R$ 5,0. Taxas aduaneiras e eventuais isenções também integram a base de cálculo.

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