- IPCA de abril ficou em 0,67%, reduzindo-se de março (0,88%), com alta acumulada de 2,60% nos primeiros quatro meses e 4,39% nos últimos doze meses.
- Alimentação no domicílio subiu 1,64%, puxada por leite longa vida (13,66%), cenoura (26,63%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%); café moído (-2,30%) e frango em pedaços (-2,14%) registraram quedas.
- Gasolina foi o principal impacto individual do mês (1,86%), com o grupo Transportes registrando queda de passagem aérea (-14,45%) e variações em ônibus, metrô e táxis.
- Habitação teve alta de 0,63%, influenciada por gás de botijão (3,74%) e energia elétrica residencial com reajustes regionais; água e esgoto subiu 0,22%.
- INPC de abril ficou em 0,81%, acumulando 2,70% no ano e 4,11% nos últimos 12 meses; poupo regionais destacaram variações diferentes.
A inflação de abril ficou em 0,67%, desacelerando em relação a março, quando ficou em 0,88%. No acumulado de 2025, o indicador soma 2,60% no primeiro quadrimestre e 4,39% nos últimos 12 meses. O grupo alimentos e bebidas elevou o índice em 0,29 ponto porcentual, puxando o mês. Já a saúde e cuidados pessoais contribuiu com 0,16 p.p.
A gasolina foi o principal item com impacto individual, desacelerando de 4,59% em março para 1,86% em abril. Outros itens relevantes foram o leite longa vida (13,66%), cenoura (26,63%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Café moído (-2,30%) e frango em pedaços (-2,14%) registraram quedas.
A alimentação no domicílio subiu 1,64% em abril, apoiada pela alta de itens como cenoura, leite e cebola. A alimentação fora de casa aumentou 0,59%, com lanches em 0,71% e refeições em 0,54%. O grupo Habitação contribuiu com 0,63% no mês.
Inflação por grupos e regime setorial
No grupo Transportes, houve desaceleração de 1,64% para 0,06%. A redução da passagem aérea (-14,45%) foi determinante, associada a tarifas de ônibus com gratuidades em várias cidades. Entre as altas, destacam-se combustíveis com 1,80%, gasolina em 1,86% e diesel em 4,46%.
No item Habitação, aumentos de gás de botijão (3,74%) e energia elétrica (0,72%) influenciaram o mês, com reajustes regionais em diversas cidades a partir de março e abril. A água e esgoto avançou 0,22% devido a reajustes em Goiânia (4,80%).
No grupo Saúde e cuidados pessoais, o índice ficou em 1,16%, com destaque para produtos farmacêuticos (1,77%) após reajustes de até 3,81% a partir de abril. Itens de higiene pessoal cresceram 1,57%, com perfume em alta de 1,94%.
Panorama regional e comparação com o INPC
Entre os itens regionais, Goiânia registrou a maior variação, em 1,12%, influenciada pela gasolina e pela água e esgoto. Brasília ficou estável em 0,16%, ajudada pela queda da passagem aérea (-10,88%).
O INPC, por sua vez, avançou 0,81% em abril, 0,10 p.p. abaixo de março. No acumulado do ano, o índice soma 2,70%, com 4,11% nos últimos 12 meses. Em abril de 2025, o INPC havia registrado 0,48%.
A alimentação permanece influente tanto no IPCA quanto no INPC, com desaceleração de itens alimentícios em abril. Não houve inclusão de opiniões ou conclusões na cobertura.
Este levantamento, divulgado pelo IBGE, traz ainda a observação de que o IPCA abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC acompanha as faixas de 1 a 5 salários mínimos. O próximo resultado do IPCA será divulgado em 12 de junho.
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