- O Grupo Toky, resultante da fusão entre Tok&Stok e Mobly, pediu recuperação judicial na Justiça de São Paulo, com dívida de R$ 1,11 bilhão.
- O cenário macroeconômico é desafiador, com altas taxas de juros e crédito mais restrito, o que impacta as vendas e compromete a liquidez de curto prazo.
- As ações do grupo caíram aproximadamente quarenta e um por cento, al导致 uma desvalorização de cerca de setenta e nove por cento no ano.
- A fusão, ocorrida em agosto de 2024, não gerou as sinergias esperadas e houve disputas internas; o bloqueio de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão pela SRM Bank agravou o fluxo de caixa.
- O grupo solicita à Justiça a suspensão de cláusulas de insolvência e a liberação imediata dos recebíveis bloqueados para viabilizar a recuperação.
O Grupo Toky, resultante da fusão entre Tok&Stok e Mobly, protocolou recuperação judicial na Justiça de São Paulo. A dívida total soma R$ 1,11 bilhão, segundo a empresa. A medida busca preservar atividades diante de um cenário macroeconômico desafiador.
A companhia aponta juros elevados, crédito restrito e impacto direto nas vendas. A liquidez de curto prazo está comprometida, exigindo ações urgentes para viabilizar a reestruturação do passivo e da estrutura de capital.
As ações do grupo caíram mais de 40% nas últimas sessões, com queda anual superior a 79%. A fusão, concluída em agosto de 2024, não gerou as sinergias esperadas e gerou disputas internas.
Contexto da fusão e impactos
A operação visava integrar lojas físicas e canais digitais, mas enfrentou resistência interna, disputa de controle e atritos societários. A família Dubrule, fundadora da Tok&Stok, e a SPX Capital tinham posições conflitantes desde o início de 2021.
O bloqueio recente de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito pela SRM Bank agravou a crise de fluxo de caixa. A empresa contesta o montante com argumentos de valor indevido e busca liberação imediata dos recursos.
Pedidos à Justiça
O grupo solicita suspensão de cláusulas de insolvência em contratos com credores. Busca também a liberação dos recebíveis bloqueados para evitar inviabilizar a recuperação. A empresa ressaltou que o bloqueio compromete pagamento a fornecedores, trabalhadores e operações logísticas.
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