- Clínicas odontológicas com gestão baseada em metas, indicadores e processos padronizados movimentaram R$ 2,2 bilhões em um ano.
- Profissionais qualificados buscam estrutura empresarial para ampliar margem, organizar a operação e reduzir desperdícios.
- A maior concorrência na saúde privada, com 52,1 milhões de beneficiários em planos de saúde em março de 2025, eleva a exigência por eficiência.
- Clínicas estruturadas registram faturamento médio anual de R$ 325 mil, ticket médio por atendimento de R$ 9 mil e ticket de venda próximo de R$ 5.500.
- A profissionalização reduz a dependência do dono, facilita a expansão com processos, metas e indicadores, e indicações de melhoria como separar finanças, medir indicadores semanalmente e mapear a jornada do paciente.
Clínicas odontológicas que adotam modelos de gestão com metas, indicadores e processos padronizados movimentaram R$ 2,2 bilhões em um ano, segundo estudo do Grupo ICOM. O foco é transformar a prestação de serviços em um negócio eficiente, com previsibilidade e menos desperdícios.
Profissionais da saúde valorizam estrutura empresarial para ampliar margem, organizar operações e reduzir perdas. O movimento acompanha a demanda por gestão profissional na área, ampliando o uso de dados para orientar decisões.
O cenário ocorre em um momento de alta concorrência na saúde privada. Em março de 2025, a ANS apontou 52,1 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, o maior patamar recente, elevando as exigências dos pacientes.
Dupla estratégia para aumentar eficiência
Dentro das clínicas analisadas, aquelas com estrutura definida registram faturamento médio anual de around R$ 325 mil, com ticket médio de atendimento próximo de R$ 9 mil e ticket de venda em torno de R$ 5.500. Esses números refletem a soma de várias ações.
Segundo o sócio-diretor do Grupo ICOM, muitos empreendedores atuam por meio de gestão operacional, não apenas pela agenda cheia. Controle financeiro, conversão comercial e processos claros aparecem como determinantes para o lucro.
O estudo aponta que a jornada do paciente influencia a conversão comercial. Fluxos definidos, tempo de resposta e clareza no orçamento reduzem perdas e elevam a taxa de confirmação de consultas.
A profissionalização reduz a dependência do dono e facilita a escalabilidade. Com metas por equipe e indicadores em tempo real, as clínicas ganham capacidade de expansão sem centralizar todas as decisões.
A pesquisa também destaca a gestão financeira como desafio recorrente no setor. Sebrae, em parceria com entidades médicas, cita fluxo de caixa, precificação e controle de custos entre as principais dificuldades.
Para o avanço do setor, o especialista aponta mudança de mentalidade: manter a excelência técnica, associada à visão de negócio. Quem enxergar isso tende a crescer com menos impactos de oscilações.
Entre as dicas práticas para quem começa, destacam-se separar finanças pessoais e empresariais, medir indicadores básicos semanalmente e mapear a jornada do paciente. A gestão amplia previsibilidade do faturamento.
*Por Carolina Lara*
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