- PIB da Coreia do Sul cresceu 1,7% no 1º trimestre em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado por exportações de tecnologia, especialmente semicondutores.
- Exportações cresceram 5,1% e o investimento em instalações subiu 4,8%; o setor de construção teve alta de 2,8%.
- O resultado ficou acima da previsão mediana de 1,0% divulgada por 18 economistas consultados pela Reuters.
- O governo aprovou um orçamento suplementar de 26,2 trilhões de won para reduzir impactos sobre famílias vulneráveis e manter preços de combustíveis estáveis.
- As exportações de chips seguem impulsionando a economia; nos primeiros 20 dias de abril, as exportações totais foram US$ 50,4 bilhões, com chips avançando 182,5% em relação ao ano anterior.
A Coreia do Sul registrou crescimento do PIB de 1,7% no primeiro trimestre deste ano, impulsionado pelas exportações de itens de tecnologia, especialmente semicondutores. A leitura é preliminar e foi divulgada pelo Banco da Coreia na quinta-feira.
A estimativa ficou acima da mediana de 18 economistas consultados pela Reuters, que previa expansão de 1,0%. O resultado marca a maior taxa desde o terceiro trimestre de 2020, em plena recuperação da pandemia.
As exportações cresceram 5,1% e os investimentos em instalações avançaram 4,8%. O setor de construção também apresentou alta de 2,8%, após recuo no trimestre anterior.
Exportações impulsionam o crescimento
A forte demanda externa, principalmente por chips, sustentou o avanço do PIB. Dados alfandegários indicam que, nos primeiros 20 dias de abril, as exportações chegaram a US$ 50,4 bilhões, com elevação de 49,4% ante o mesmo período de 2025. Os embarques de chips subiram 182,5%.
Autoridades observam que, apesar das incertezas globais, o desempenho interno ganhou impulso com a recuperação de demanda e maior liquidez. O Banco da Coreia acompanha de perto sinais de inflação e preços de energia.
Medidas para proteção da economia doméstica
No início do mês, o governo aprovou um orçamento suplementar de 26,2 trilhões de won (US$ 17,7 bilhões) para sustentar famílias vulneráveis. Serão distribuídos vouchers de consumo e apoio a tetos de preços de combustíveis, visando amparar a população de menor renda.
O estudo de cenário indica pressão extra sobre custos de energia devido a tensões no Oriente Médio e ao possível repasse de reajustes para salários. Autoridades brasileiras e internacionais destacam a necessidade de monitoramento contínuo de cadeias de suprimento.
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