- A investigação sobre o Banco Master envolve diversas autoridades e gestão, incluindo PF, BC, Ministério Público Federal, STF e Senador, com prisões de Vorcaro e de ex-presidente do BRB.
- Daniel Vorcaro, controlador do Master, ampliou a atuação do banco ao longo dos anos; o banco nasceu de participação no Banco Máxima, passou a Master em dois mil e vinte e um, e seu pai também foi preso.
- A PF aponta fraude de cerca de R$ doze bilhões, com venda de carteiras de crédito falsas ao BRB para inflar o balanço do Master; há suspeita de envolvimento de políticos na negociação.
- O Banco Central decretou a liquidação do Master em novembro, citando grave crise de liquidez e violações normativas, em meio a tentativas de compra pelo BRB e pela Fictor Holding Financeira.
- A liquidação representa a maior operação de resgate já feita pelo FGC, com a venda de CDBs acima da média do mercado e impactos significativos para o sistema financeiro.
A operação envolvendo o Banco Master ganhou contornos por meio de investigações que संगem autoridades federais, judiciárias e parlamentares. A Polícia Federal apura fraude bilionária relacionada à venda de carteiras de crédito falsas ao BRB, com suposta ocultação de ativos podres. O BC decretou a liquidação da instituição em novembro, citando grave crise de liquidez e violações normativas.
Dentre os envolvidos, está Daniel Vorcaro, controlador do Master, conhecido por aquisições no setor financeiro e por eventos de alto perfil. Também aparecem o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso em fases da operação, e ministros, além de políticos com vínculos investigados. A PF aponta que Vorcaro negociava delação premiada, porém o acordo foi recusado.
A investigação se expandiu para além do BC, PF e Ministério Público Federal, alcançando o STF, o Senado e o TCU. A Folha relata que o caso envolve influenciadores e contratos de alto valor, além de tentativas de cooptação de informações sigilosas. Em meio a isso, a liquidação do Master foi anunciada na véspera de propostas de compra por terceiros.
Ao longo de 2025 e 2026, o Master passou por uma série de desdobramentos: tentativa de aquisição pelo BRB interrompida pelo BC, denúncias de superfaturamento e uso de créditos consignados falsos para inflar balanços, e investidas de terceiros para evitar a liquidação. A instituição ficou sob supervisão especial do BC antes de ser liquidada.
Em meio ao processo, surgem relatos de que fundos de investimentos compravam ativos duvidosos para inflar perfis de fundos geridos pela Reag, com supostos desvios para terceiros ligados ao dono do Master. Investigadores avaliam se houve pressão de figuras políticas para viabilizar negócios com o banco.
A liquidação do Master representa o maior resgate já registrado pelo FGC, com o custo estimado acima de R$ 55 bilhões. O BC disse que a medida visa interromper a crise de liquidez do grupo Master e cumprir normas do sistema financeiro nacional. A operação continua a ser acompanhada por órgãos de fiscalização e pela imprensa.
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