- O Ibovespa fechou julho com queda de 0,69%, aos 133.071 pontos, acumulando perdas mensais de 4,17%, o pior resultado desde dezembro.
- A queda foi influenciada por fatores internos e externos, como o adiamento dos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) e dados mistos da economia brasileira.
- A inflação PCE nos Estados Unidos ficou dentro das expectativas, enquanto o desemprego no Brasil atingiu mínima histórica, mas a dívida pública superou previsões.
- Os contratos de mini-índice encerraram a sessão com queda de 0,65%, aos 133.635 pontos, indicando cautela no mercado.
- A superação da resistência entre 134.210 e 135.870 pontos é necessária para uma possível reversão de tendência, enquanto a manutenção do suporte entre 132.335 e 130.900 pontos é crucial para evitar quedas mais acentuadas.
O Ibovespa fechou o mês de julho com uma queda de 0,69%, encerrando aos 133.071 pontos e acumulando perdas mensais de 4,17%, o pior desempenho desde dezembro. O movimento foi influenciado por fatores internos e externos, como o adiamento dos cortes de juros pelo Fed e dados mistos da economia brasileira.
Os investidores observaram a inflação PCE nos EUA, que ficou dentro das expectativas, enquanto no Brasil, o desemprego atingiu mínima histórica, mas a dívida pública superou previsões. A pressão também veio da aproximação das tarifas impostas pelo governo Trump e do desempenho fraco das commodities, especialmente o minério de ferro.
Cautela no Mini-Índice
Os contratos de mini-índice (WINQ25) encerraram a sessão com queda de 0,65%, aos 133.635 pontos, revertendo parte dos ganhos recentes. A análise técnica indica que, para retomar o fluxo de alta, é necessário romper a resistência em 133.775/134.030. Caso contrário, a continuidade da pressão vendedora pode levar o índice a suportes em 132.635/132.335.
O gráfico de 15 minutos mostra que o mini-índice fechou em baixa, refletindo a entrada de força vendedora após dois pregões de recuperação. A manutenção acima das médias móveis de 9 e 21 períodos sugere que ainda há espaço para correções moderadas antes de uma possível reversão.
Perspectivas para Agosto
Com a agenda carregada e incertezas sobre o impacto econômico das tarifas, o mercado pode enfrentar maior volatilidade nas operações. A consolidação da faixa de suporte entre 132.335/130.900 é crucial para evitar quedas mais acentuadas. A ausência de volume comprador consistente pode favorecer os vendedores, especialmente se o suporte for perdido logo no início da sessão.
O cenário técnico permanece pressionado, e a superação da resistência entre 134.210/135.870 é necessária para sinalizar uma reversão mais clara. O Índice de Força Relativa (IFR) em 37,28 indica que o ativo se aproxima de uma zona de possível repique técnico, mas ainda sem sinal claro de reversão de tendência.
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