- A BYD, montadora chinesa, enfrenta resistência de concorrentes no Brasil.
- Alexandre Baldy, vice-presidente da empresa, criticou montadoras que ameaçam ações judiciais contra a redução de tarifas de importação.
- A Câmara de Comércio Exterior (Camex) deve decidir sobre um regime tarifário de 10% para veículos importados desmontados ou semidesmontados da BYD.
- Baldy afirmou que a “chantagem” pode inviabilizar a produção local, destacando um investimento de R$ 2 bilhões na fábrica em Camaçari (BA).
- O contrato com o governo baiano prevê um aumento progressivo do conteúdo local, com meta de 70% de nacionalização até 2028.
A BYD, montadora chinesa, enfrenta resistência de concorrentes no Brasil. Alexandre Baldy, vice-presidente da empresa no país, criticou montadoras que ameaçam ações judiciais contra a redução de tarifas de importação. A Camex deve decidir, nesta quarta-feira (30), sobre um regime tarifário de 10% para veículos importados desmontados ou semidesmontados da BYD.
Baldy afirmou que a continuidade dessa “chantagem” pode inviabilizar a produção local. Ele ressaltou que a BYD já investiu R$ 2 bilhões em sua fábrica em Camaçari (BA) e que o contrato com o governo baiano prevê um aumento progressivo do conteúdo local, com a meta de atingir 70% de nacionalização até 2028.
O executivo destacou que a empresa não está pedindo um tratamento especial, mas sim um regime que permita a montagem inicial até que a produção local esteja plenamente estabelecida, prevista para julho de 2026. Ele criticou a postura de montadoras tradicionais, afirmando que elas tentam proteger seus interesses em um mercado que, segundo ele, deve ser mais competitivo.
A Anfavea, associação que representa as montadoras, respondeu que confia em uma decisão do governo que respeite a política industrial brasileira. A entidade enfatizou a importância de manter empregos e a segurança jurídica na cadeia automotiva, destacando que a credibilidade da indústria é inegociável.
Baldy concluiu que a BYD está comprometida com a produção local e a inovação, desafiando a indústria tradicional a oferecer produtos de melhor qualidade e preços justos ao consumidor brasileiro.
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