- O 7º Simpósio Nacional do Rádio ocorre no Rio de Janeiro, desde quarta-feira, 20 de maio de 2026, no Palácio Gustavo Capanema, com o tema Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora.
- Promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o encontro discute continuidades e rupturas do rádio diante de transformações tecnológicas, culturais e políticas.
- As mesas abordam memória, inovação tecnológica, produção de conteúdo em áudio e alcance social do rádio, especialmente na Amazônia, onde cerca de 80% da população ouve rádio diariamente.
- Mara Régia destacou que a Rádio Nacional da Amazônia é instrumento de cidadania, pertencimento e ponte entre povos, chegando a comunidades ribeirinhas, indígenas e áreas isoladas.
- O debate também enfatizou a credibilidade do rádio e a presença de mulheres na área, com Luciana Zogaib, da Rádio Nacional, citada como a primeira mulher a narrar uma partida de futebol no rádio brasileiro.
O 7º Simpósio Nacional do Rádio acontece no Rio de Janeiro, no Palácio Gustavo Capanema, desde esta quarta-feira. O tema é Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora. O evento reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e representantes da radiodifusão pública.
Promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercon, o encontro discute as continuidades e rupturas da mídia sonora frente a transformações tecnológicas, culturais e políticas da comunicação atual.
A abertura ocorreu após o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, que reuniu cerca de 330 emissoras de rádio e televisão. A EBC concentra a Rádio Nacional como uma de suas marcas históricas e atua como cabeça de rede da radiodifusão pública.
Memória, inovação e alcance social
As mesas do primeiro dia abordaram memória da radiodifusão, avanços tecnológicos, produção de conteúdo em áudio e o alcance do rádio na Amazônia, onde aproximadamente 80% da população ainda consome rádio diariamente.
Fundada em 1936, a Rádio Nacional ajudou a consolidar formatos e linguagens que marcaram a cultura brasileira por décadas, fortalecendo identidade regional e nacional.
A radialista Mara Régia destacou a importância da Rádio Nacional da Amazônia para comunidades ribeirinhas, indígenas e moradores de áreas isoladas, ressaltando que o rádio funciona como companhia, serviço e elo social.
Destaques e perspectivas
O debate também destacou o papel histórico do rádio, sua credibilidade e a rapidez de resposta disponível quando se envolve autoridades ou artistas, fator que sustenta a confiança do público.
A jornalista Luciana Zogaib, da Rádio Nacional, foi apresentada como pioneira ao narrar futebol no rádio brasileiro, símbolo da atuação feminina na radiodifusão esportiva e da ampliação de oportunidades.
Ao longo do dia, ficou claro que, apesar das plataformas digitais, o rádio mantém relevância pelo contato direto com o público e pela capacidade de adaptar formatos, mantendo-se presente no cotidiano brasileiro, especialmente na Amazônia.
Serviço e continuidade
O evento oferece transmissão ao vivo pelo canal oficial e disponibiliza a programação para consulta. O simpósio reforça a visão de que a Rádio Nacional tem passado, presente e um futuro significativo no cenário da comunicação pública brasileira.
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