- O Kirstenbosch National Botanic Garden, na Cidade do Cabo, ocupa 526 hectares e abriga biodiversidade de plantas nativas, com destaque para o fynbos.
- Werner Voigt é o sétimo curador e o primeiro negro a ocupar o cargo; a nomeação ocorreu em junho de 2019, com foco na modernização e conservação, incluindo um banco de sementes.
- O calçadão sobre um antigo pântano foi concluído e restaurado, e a subida do lençol freático devolveu aves e insetos ao jardim.
- A região abriga cerca de nove mil espécies de plantas, das quais mais de dois terços não ocorrem em nenhum outro lugar; o fynbos é um conjunto de plantas típico da área.
- Erica verticillata, planta de fynbos rosa‑malva, desapareceu da natureza; no Herbário Compton estão os últimos exemplares encontrados em 1908, com expectativa de reintrodução futura.
Nos jardins da Cidade do Cabo, um visitante acompanha uma lição sobre a natureza da África do Sul. O Kirstenbosch National Botanic Garden, espaço de biodiversidade, abre suas portas a visitantes que buscam plantas nativas e histórias locais. O passeio destaca a liderança de Werner Voigt, o sétimo curador e o primeiro negro a ocupar o cargo.
Voigt, que nasceu em Cape Flats, tornou-se curador em junho de 2019. Sua gestão visa modernizar instalações e manter foco na conservação e no banco de sementes. Entre as obras, destaca-se a recuperação de um antigo pântano com calçadão, que atrai aves e insetos.
No trajeto, o guia apresenta as plantas do fynbos, conjunto de cerca de 9 mil espécies na região. Destas, mais de 2 mil e 600 são exclusivas da fauna local, com flores marcantes e cores variadas, adaptadas ao clima sul-africano. A prática de queimadas controladas favorece a germinação.
Mudança de cenário: Princess Vlei Wetlands Park
Logo após a visita ao Kirstenbosch, segue-se para o Princess Vlei Wetlands Park, em um distrito da Cidade do Cabo. Denisha Anand, gerente de biodiversidade, lidera projetos de restauração ambiental nessa área de 222 acres. A zona úmida remete a tradições locais dos Khoisan.
Durante o apartheid, o espaço foi relegado a comunidades negras, com planos de construção de um shopping center. Hoje, a área recebe ações de recuperação ecológica e serve como espaço de lazer para a população, mantendo o equilíbrio entre preservação e uso comunitário.
Voigt ressalta o objetivo de ampliar a preservação de plantas nativas, com ênfase na produção de sementes e no monitoramento de polinizadores. A visita também evidencia como a cidade busca integrar espaços verdes de diferentes histórias para a população.
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