- Com a proximidade das inscrições do Enem, cresce o interesse de brasileiros em cursar a graduação no exterior, com mais de um terço considerando essa opção.
- Países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e França já contam com instituições que aceitam o Enem como critério de admissão, total ou parcial.
- A média necessária costuma ficar em torno de 600 pontos, e instituições mais competitivas podem exigir acima de 700 ou 750, conforme o curso e o país.
- Além da nota, o processo seletivo internacional costuma considerar histórico escolar, proficiência em idioma, redação, cartas de motivação e atividades extracurriculares.
- Planos de candidatura devem incluir pesquisa sobre critérios por instituição, prazos (às vezes até um ano antes) e custos com mensalidade, moradia, visto e seguro.
O interesse de brasileiros por graduação no exterior cresce à medida que se aproxima o período de inscrições do Enem. Tradicionalmente realizado entre maio e junho, o exame passa a ser visto como porta de entrada para universidades internacionais. O movimento acompanha a busca por formação fora do país.
Levantamento do Salão do Estudante, em 2024, aponta que mais de um terço dos estudantes já cogita estudar fora. Instituições estrangeiras passam a considerar o Enem como critério de admissão, total ou complementar, ampliando as opções de acesso ao exterior.
Diversos países já incorporam o Enem em seus processos seletivos, entre eles Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e França. O estudo internacional revela que o exame ajuda a abrir portas, com planejamento desde a inscrição como fator decisivo.
Como funciona a participação
Universidades fora do Brasil costumam exigir médias próximas de 600 pontos, com instituições mais competitivas pedindo acima de 700 ou 750, conforme curso e país. Contudo, a nota do Enem é apenas parte da candidatura.
Além da pontuação, o processo tende a considerar histórico escolar, proficiência linguística (inglês, francês, etc.) e itens como redação, cartas de motivação e atividades extracurriculares. A avaliação é mais ampla do que no ensino brasileiro.
Outro aspecto é entender a função do Enem para cada instituição. Em alguns casos ele substitui provas locais, em outros funciona como complemento. Pesquisar os critérios de cada universidade evita inconsistências na candidatura.
Questões práticas também entram no planejamento, como prazos, que podem começar até um ano antes, e custos com mensalidades, moradia, visto e seguro. Organizar isso desde já facilita o caminho para a aplicação.
Para o mercado de consultoria, o interesse em estudar no exterior reflete mudança no perfil do estudante brasileiro. O Enem é visto como fator facilitador dentro de uma estratégia global de formação. A combinação entre nota e requisitos da universidade é essencial.
A recomendação é alinhar o desempenho no Enem aos critérios da instituição, além de manter a documentação organizada e uma candidatura consistente. A ampliação de instituições que aceitam o exame aponta para a continuidade dessa tendência.
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