- Waldirene Nogueira foi a primeira mulher trans a passar pela redesignação sexual no Brasil e morreu aos 80 anos em Ubatuba, São Paulo, por insuficiência respiratória aguda.
- A morte ocorreu na terça-feira, 19, e ela vivia em Ubatuba com um irmão; o velório é em Lins, no Memorial Santa Izabel, a partir das 8h de quarta-feira, com sepultamento às 17h no Cemitério da Saudade.
- O Núcleo Trans da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) emitiu nota de luto e destacou o legado de coragem da ativista para o movimento trans no país.
- Em 1971, Waldirene realizou a cirurgia de redesignação sexual com o médico Roberto Farina, que chegou a ser condenado em primeira instância, mas absolvido em 1979; o caso tornou-se marco jurídico e médico no Brasil.
- Décadas de perseguição marcaram a trajetória, com o nome de nascimento aparecendo em documentos até 2010; em 2011 foi emitido o novo RG com o nome social.
Waldirene Nogueira, a primeira mulher trans a passar por redesignação sexual no Brasil, morreu aos 80 anos na terça-feira, 19 de maio, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A causa foi insuficiência respiratória aguda. Ela vivia na cidade com o irmão.
A ativista teve a cirurgia de redesignação em 1971, realizada pelo cirurgião Roberto Farina. Após o procedimento, enfrentou perseguição judicial, exames compulsórios e violência simbólica por parte de instituições da época, em plena ditadura militar. O caso ficou marcado pela resistência frente a um sistema hostil.
O velório ocorre em Lins, cidade natal de Waldirene, na quarta-feira, 20 de maio, no Memorial Santa Izabel, a partir das 8h. O sepultamento está marcado para as 17h no Cemitério da Saudade, também em Lins. A Unifesp destacou, em nota do Núcleo Trans, a importância de Waldirene para o movimento e para a defesa de direitos.
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