- Ato nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, reuniu estudantes, professores e funcionários das universidades estaduais de São Paulo contra a política educacional do governo estadual.
- A concentração, na Brigadeiro Faria Lima, teve mais de 10 mil pessoas, segundo imagens de drone, e houve bloqueio de trechos da via.
- A marcha saiu do Largo da Batata em direção ao Palácio dos Bandeirantes e foi interrompida a cerca de 1 km do palácio por barreiras policiais.
- Os manifestantes pedem mais recursos para a educação e rejeitam privatizações, com organização dos grupos UP (Unidade Popular) e PSOL; contou com sindicatos e movimentos sociais.
- No contexto das greves, a USP registra paralisia de 130 cursos, a Unicamp 65 e a Unesp Bauru também tem greve; o Cruesp propõe reajuste de 3,47% e há reivindicação de reajuste compatível com a inflação.
Estudantes, docentes e funcionários de universidades paulistas realizaram nesta quarta-feira uma marcha contra a política educacional do governo de São Paulo. O ato saiu do Largo da Batata, percorreu a avenida Brigadeiro Faria Lima e chegou a bloquear trechos da via, no centro da capital. A mobilização foi anunciada como crítica a cortes de recursos e privatizações no setor.
Os organizadores afirmam que a concentração na Faria Lima reuniu mais de 10 mil pessoas, com registros feitos por drone próprio. A marcha avançou até cerca de 1 km do Palácio dos Bandeirantes, quando três barreiras policiais — com apoio de veículos da PM — teriam impedido a passagem.
A manifestação reuniu representantes da USP, Unesp e Unicamp, apoiados por sindicatos e movimentos sociais. O objetivo foi cobrar maior investimento na educação e defender a contratação de trabalhadores, além de contestar a política educacional do governo estadual. A Secretaria de Segurança Pública e o governo estadual não haviam se posicionado até o fechamento desta edição.
GREVE
A mobilização ocorre em meio a greves nos campi das três universidades. Na USP, 130 cursos estão paralisados, impulsionados pela cobrança por melhorias na infraestrutura, transporte e permanência estudantil. A paralisação ganhou força após o fim das negociações sobre o reajuste do auxílio permanência.
Na Unicamp, docentes, estudantes e servidores de 65 cursos participam da greve. A Unesp também registra paralisações, com foco em áreas administrativas e de ensino, sendo 42 os cursos afetados no câmpus de Bauru.
O Cruesp propôs reajuste de 3,47% para as categorias, acrescido de 3% em algumas parcelas. Os sindicatos dizem que o reajuste não acompanha a inflação acumulada nos últimos 12 meses, estimada em 4,39%. As negociações seguem sem acordo até o momento.
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