- Estudantes das universidades estaduais de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp) realizam hoje uma passeata no Largo da Batata, com destino ao Palácio dos Bandeirantes, em ambiente de forte adesão.
- As pautas incluem melhores condições de permanência, como alimentação de qualidade, auxílios maiores e mais vagas de moradia, além de pedir maior investimento nas instituições.
- Os grevistas questionam o modelo de financiamento via ICMS, que pode encolher com a reforma tributária e a transição para o IBS até 2033; a mudança exigiria emenda constitucional.
- O movimento também denuncia violência policial na desocupação da reitoria da USP, ocorrida no dia 10 de maio, que deixou feridos e detidos; o governo afirmou que a ação foi dentro da legalidade.
- A greve se espalhou pelas três universidades: Unesp tem 66 de 136 cursos em greve, Unicamp 65 de 67, e a USP retomou o contado com o movimento nesta terça-feira.
Passeata de estudantes das universidades estaduais de São Paulo exige foco em financiamento e segurança. O ato reunindo USP, Unicamp e Unesp saiu do Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, por volta das 14h, com destino ao Palácio dos Bandeirantes. Fotografia e energia de greve marcaram o trajeto.
Os manifestantes contestam mudanças no modelo de financiamento das universidades, alegando risco de cortes futuros com a transição do ICMS para o IBS, prevista até 2033. O objetivo é manter a participação das instituições na arrecadação, preservando orçamento e políticas de permanência.
A adesão foi expressiva, especialmente da Unesp, que enviou cerca de 10 ônibus de campi do interior. Parte dos veículos foi paralisada momentaneamente pela Polícia Militar, atrasando a chegada dos estudantes à capital.
Em Brasília e no estado, a discussão gira em torno de uma emenda constitucional para transferir a base de financiamento do ICMS para o IBS ou para outra base. Não há proposta aprovada nem calendário definido, segundo apuração da Folha junto ao governo estadual.
Este segundo eixo de pauta também aponta para maior investimento em políticas de permanência. Entre as reivindicações estão alimentação de qualidade, auxílios financeiros melhores e mais vagas de moradia, além de ampliar o acesso de estudantes de menor renda.
O protesto também reaviva críticas à atuação policial na desocupação da reitoria da USP, ocorrida no dia 10. A operação resultou em hospitalizações e detenção de estudantes, gerando protestos contra o uso de força pela PM.
Ao longo do dia, a greve ganhou adesão nas outras duas universidades estaduais. Em Unicamp, 65 dos 67 cursos aderiram, enquanto na Unesp a paralisação contava com 66 de 136 unidades em greve.
Reitores acompanham as negociações com o movimento estudantil. Grupos de trabalho foram criados para tratar das demandas, e a USP informou que retomou o diálogo com o movimento após o episódio de invasão à reitoria.
Financiamento institucional e atuação policial
Apolítica pública permanece sob escrutínio, com foco em como o estado planeja financiar a educação superior sem reduzir a participação do ICMS no IBS. O governo estadual reiterou que a transição está em curso, sem calendário definido.
Entre na conversa da comunidade