- O MP-SP pediu a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomucemo, o rapper Oruam, que está foragido desde fevereiro.
- O pedido foi feito à Justiça no dia 5 de maio e envolve acusação de disparo com espingarda durante festa em Igaratá, em 16 de dezembro de 2014, com o ato filmado e publicado nas redes sociais.
- Oruam é citado pelo promotor como pessoa de interesse em investigação por lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além de tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
- O rapper já foi detido em julho do ano passado, após se entregar à Polícia do Rio; em setembro, o STJ revogou a prisão preventiva e impôs medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira.
- Em fevereiro, o juiz determinou novo mandado de prisão após ele descumprir reiteradamente as medidas, incluindo 66 violações da tornozeleira em quatro meses, com 21 casos considerados graves.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomucemo, o Oruam, foragido desde fevereiro. O pedido foi encaminhado à Justiça no dia 5 de maio e tornou público nesta quarta-feira, 20. A defesa do artista ainda não foi localizada pelo Estadão.
Oruam é acusado de atirar com uma espingarda durante uma festa em Igaratá, na região de São José dos Campos, em 16 de dezembro de 2014. Segundo a denúncia, o disparo ocorreu na presença de diversas pessoas e chegou a ser filmado e disseminado em redes sociais.
O promotor Alan Carlos Reis Silva informa que o rapper é investigado por lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além de uma possível tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro. A presença de Oruam em paradeiro desconhecido é apresentada como obstáculo ao cumprimento de eventual condenação.
Contexto do caso
O MP-SP aponta que a fuga do réu aumenta o risco de frustração da aplicação da lei. Oroam já responde a outras ações no Rio de Janeiro, incluindo uma tentativa de homicídio contra policiais na porta de casa dele, em Joá. Também há denúncias envolvendo familiares e outras pessoas em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao mesmo grupo criminoso.
O rapper foi detido em julho do ano passado após se entregar à polícia do Rio. Em setembro, o STJ suspendeu a prisão preventiva por falta de fundamentação, impondo medidas cautelares como a tornozeleira eletrônica. Contudo, a Justiça entendeu que houve descumprimento reiterado dessas medidas.
Em fevereiro, a juíza da 3ª Vara Criminal do Rio expediu mandado de prisão após revogação, uma vez que Oruam desligou o monitor em 1º de fevereiro. Entre fevereiro e maio, ele violou a tornozeleira 66 vezes, 21 com gravidade. O passaporte foi apreendido e há restrições de saída do país.
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