- Estudantes da USP, Unicamp e Unesp marcharam da Avenida Faria Lima até a Avenida Morumbi, nesta quarta-feira, 20, para pressionar o governo de São Paulo sobre o orçamento das instituições e ações de permanência estudantil.
- A passeata foi bloqueada pela Polícia Militar em torno do Palácio dos Bandeirantes, impedindo a chegada ao local; um boneco inflável do governador foi queimado a cerca de 350 metros da sede.
- Por volta das 21h30, um núcleo de seis estudantes, dois advogados e um parlamentar conseguiu passagem liberada para chegar ao palácio e foi recebido por um representante da Casa Civil, com reivindicações de mais moradia, permanência estudantil e alimentação.
- Paralelamente, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis discutem pautas com representantes discentes, com nova reunião do grupo de trabalho prevista para junho; não há data marcada para nova reunião do Cruesp.
- A USP criou uma comissão de moderação e diálogo institucional para mediar o conflito; a Unicamp afirmou que as negociações com o Cruesp e o Fórum das Seis seguem em andamento, reafirmando o compromisso com diálogo e transparência.
Os estudantes das universidades estaduais de São Paulo realizaram uma marcha nesta quarta-feira, 20, para pressionar o governo estadual pela pauta de orçamento das instituições. A manifestação começou na Avenida Faria Lima e seguiu em direção à Avenida Morumbi, em direção ao Palácio dos Bandeirantes.
Além dos discentes da USP, Unicamp e Unesp, participaram trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais. O objetivo inicial era chegar ao palácio, porém a Polícia Militar estabeleceu bloqueio no perímetro da sede do governo e a passagem não foi concluída. O ato teve início por volta das 14h e encerrou perto das 22h.
Ao longo do trajeto, houve gritos de protesto contra as reitorias e o governo de São Paulo, sob a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A passagem pelo entorno do palácio foi contida por três fileiras de PM, com apoio de tropa de choque e cavalaria.
Ao fim da marcha, um boneco inflável do governador foi queimado a cerca de 350 metros do palácio, segundo apuração da reportagem. Ainda não houve resposta oficial sobre o protesto por parte do governo estadual.
Diálogo com os estudantes
Por volta das 21h30, seis estudantes, dois advogados e um parlamentar conseguiram seguir para o Palácio dos Bandeirantes. Eles foram recebidos por um representante da Casa Civil, que ouviu as reivindicações das três instituições: permanência estudantil, moradia e alimentação.
A União das Universidades Estaduais divulgou que o encontro teve participação de representantes indicados pelo Fórum das Seis, grupo que articula o movimento entre USP, Unicamp e Unesp. O Cruesp informou que uma nova reunião do grupo de trabalho deve ocorrer em junho, sem data prevista.
A reitoria da USP informou ter criado uma comissão de moderação para mediar o conflito. A Unicamp afirmou que as negociações com o Cruesp e o Fórum das Seis seguem em andamento, mantendo o compromisso com o diálogo e os ritos democráticos.
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