- Dato de Oliveira, conhecido piloto, morreu em um assalto enquanto dirigia no Butantã, em São Paulo, no dia 19 de maio de 2026.
- A família pediu a liberação do corpo para cremação, diante do impasse inicial por se tratar de morte violenta.
- Em entrevista inédita, ele contou ter passado por sequestro em 1997, no Campo de Marte, durante um voo panorâmico.
- Ao todo, contou ter vivido cinco “sustos” em mais de cinquenta anos de voo, entre aviões e helicópteros, sem ter ferimentos graves.
- Em 2010, salvou o cinegrafista Rafael Delgado Sobrinho após uma queda de helicóptero no Jockey Club, em São Paulo, e ajudou a socorrer o piloto.
O piloto Dato de Oliveira, conhecido como Odailton de Oliveira Silva, morreu nesta terça-feira (19) em São Paulo, após ser baleado durante um assalto enquanto dirigia um carro no bairro do Butantã. O incidente ocorreu em vias da cidade e a polícia investiga as circunstâncias, incluindo a tentativa de vítima de reagir ao crime.
A filha dele pediu, na tarde de quarta-feira (20), que o corpo seja liberado para cremação, já que se trata de uma morte violenta. A liberação do sepultamento pode depender de tramitações do inquérito policial e da avaliação do Ministério Público.
Dato era reconhecido pela carreira na aviação, com mais de 14 mil horas de voo registradas. Entre as atividades, destacaram-se passeios panorâmicos em Foz do Iguaçu e a atuação como piloto do Globocop, helicóptero da TV Globo.
Quem foi o piloto
Natural de São Paulo, Dato iniciou a carreira aos 23 anos, superando o receio de altura. Filho de uma costureira, investiu no curso de pilotagem com apoio da família e chegou a vender bens para financiar o treinamento em helicópteros, considerado pela pessoa como degrau para seu verdadeiro amor pela aviação.
Ao longo da trajetória, acumulou experiência em voos de helicóptero e também em aeronaves. Em entrevistas descritas no material, ele comentou sobre a importância de manter disciplina e foco na meteorologia e no combustível para evitar riscos.
Dato acumulou uma série de episódios conhecidos na comunidade aérea como “sustos”, totalizando cinco ocorrências ao longo de mais de cinco décadas de atuação, sem causar ferimentos graves a terceiros. Um desses episódios ficou marcado após um pouso de emergência em condições adversas.
Em 2010, ele foi o primeiro a prestar socorro após a queda de um helicóptero da Record no Jockey Club, em São Paulo, salvando o sobrevivente de uma colisão com o solo antes de confirmar a morte do piloto.
Além da atuação técnica, Dato também teve participação em projetos audiovisuais, atuando em produções nacionais e internacionais, incluindo participação em séries e filmes de televisão e cinema.
Panorama da carreira
O piloto é lembrado pela dedicação à família e pela paixão pela vida. Em suas ações, destacava a valorização da mulher na vida e na família, tema repetido em falas da época, que ressaltavam o papel feminino como fundamental para enfrentar adversidades.
A carreira de Dato revelou uma vida marcada por superação de desafios pessoais e profissionais, com trajetórias que vão desde voos de helicóptero para coberturas jornalísticas até passagens por produções de cinema e televisão.
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