Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Especialistas afirmam que correção humana também tem viés em avaliações com IA

Especialistas debatem viés na IA em avaliações e alertam que correção humana também tem vieses, enquanto reformas nas matrizes do Saeb avançam

‘Correção humana também tem viés’, dizem especialistas sobre uso de IA em avaliações
0:00
Carregando...
0:00
  • Debate no São Paulo Innovation Week discutiu o uso de Inteligência Artificial em avaliações em larga escala e na correção de redações, com moderadora Renata Cafardo.
  • Especialistas destacaram que a correção humana também pode apresentar vieses, e questionaram se o viés humano seria menor ou maior que o algorítmico.
  • Ressaltaram a necessidade de reformar as matrizes usadas hoje em provas como o Saeb, destacando que a matriz criada em 2001 está defasada para orientar itens e testes atuais.
  • A previsão é revisar essa matriz ainda neste ano, e houve aprovação de diretrizes pelo Conselho Nacional de Educação para o uso de IA em escolas e universidades, com consulta pública antes da homologação pelo Ministério da Educação.
  • Mencionaram o risco de ampliar desigualdades: escolas privadas podem usar avaliações formativas com IA, enquanto públicas enfrentam burocracia, sugerindo que a IA pode ser aliada se integrada ao trabalho docente.

O São Paulo Innovation Week discutiu o uso de Inteligência Artificial em avaliações educacionais, com foco em exames de larga escala e na correção de redações. O debate ocorreu durante o painel Como a IA Está Transformando as Avaliações no Brasil e no Mundo, mediado pela repórter Renata Cafardo. Participaram pesquisadoras da área.

Especialistas ressaltaram que o viés na correção é um problema real, mas destacaram que a correção humana também pode apresentar vieses. A pergunta central é comparar a magnitude do viés entre métodos humanos e algorítmicos, sem excluir a adoção de tecnologias avaliativas.

As debatedoras defenderam a necessidade de reformar as matrizes usadas hoje em avaliações como Saeb, para acompanhar novas tecnologias. A ideia é criar itens que avaliem não apenas o conteúdo, mas o percurso de resposta dos estudantes e a adaptação das provas.

Novas matrizes para as avaliações

A proposição é revisar a matriz do Saeb, elaborada ainda em 2001, que hoje orienta a construção de itens e testes. A atualização seria para permitir provas mais alinhadas a métodos digitais e IA, com bases de dados ampliadas e algoritmos diversos.

A expectativa é que a revisão ocorra ainda neste ano. O Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes para o uso de IA em escolas e universidades, que devem tramitar em consulta pública antes de ir ao MEC para homologação.

Risco de aprofundar desigualdades

As especialistas destacaram que a integração da IA pode ampliar desigualdades entre escolas. Centros privados possuem maior capacidade de desenvolver sistemas de avaliação formativa e provas criativas com tecnologia, enquanto a rede pública enfrenta entraves burocráticos.

Para Priscila Tavares, da FGV, a IA pode atuar como aliada do professor quando inserida de forma complementar na sala de aula, fortalecendo o processo de aprendizagem. A ideia é ampliar o uso responsável da tecnologia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais