- A Anvisa vai julgar nesta quarta-feira o recurso da Química Amparo Ltda., fabricante dos Ypê, contra a suspensão de 23 produtos provenientes de lotes com final 1, incluindo desinfetantes, detergentes e lava-roupas.
- A suspensão foi determinada após inspeção sanitária entre 27 e 30 de abril, vinculada a um procedimento que começou em outubro de 2025; a publicação ocorreu no Diário Oficial da União em 7 de maio de 2026.
- O relator é o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, indicado ao cargo em dezembro de 2024 e aprovado pelo Senado em agosto de 2025.
- Na terça-feira (12), a Anvisa recebeu da empresa um relatório com 239 ações corretivas para sanar as irregularidades, sobre as quais o recurso será analisado.
- O caso ganhou contornos políticos, com acusações de parcialidade e ações de apoiadores da marca nas redes, incluindo mobilização de políticos e denúncias encaminhadas ao Ministério Público e à Secretaria Nacional do Consumidor.
A Anvisa pautou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, o julgamento de um recurso da Química Amparo Ltda, fabricante dos produtos Ypê, contra a suspensão de 23 itens provenientes de lotes com final 1. A decisão ocorreu durante a sessão pública da agência.
A suspensão foi determinada após inspeção sanitária realizada entre 27 e 30 de abril, com base em processo que remonta a outubro de 2025. A divulgação da medida aconteceu no Diário Oficial da União em 7 de maio de 2026.
O recurso tem como relator o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Pinheiro Safatle, indicado ao cargo em dezembro de 2024 e aprovado pelo Senado em agosto de 2025.
Nesta terça-feira (12), a Anvisa recebeu da empresa um relatório com 239 ações corretivas propostas para endereçar as irregularidades apontadas.
Contexto da suspensão e julgamento
As alegações de risco de contaminação por uma superbactéria e o andamento do processo geraram polêmica pública, com críticas à atuação da agência nas redes sociais.
Reações políticas e desdobramentos
O vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), divulgou vídeo com detergente da marca, chamando a medida de injusta e incentivando compras de Ypê. Isso suscitou críticas de setores oposicionistas.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público e a Secretaria Nacional do Consumidor para apurar conduta de autoridades e influenciadores envolvidos no caso.
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