Uma empresária de 35 anos denunciou um caso de espionagem em seu apartamento em São Vicente, litoral de São Paulo. Ela relatou que, durante um momento íntimo e sem roupas, foi surpreendida por um drone que pairou em sua janela. A mulher se sentiu invadida e exposta, e após o ocorrido, enfrentou ataques nas redes […]
Uma empresária de 35 anos denunciou um caso de espionagem em seu apartamento em São Vicente, litoral de São Paulo. Ela relatou que, durante um momento íntimo e sem roupas, foi surpreendida por um drone que pairou em sua janela. A mulher se sentiu invadida e exposta, e após o ocorrido, enfrentou ataques nas redes sociais, onde alguns internautas duvidaram de sua versão. Em entrevista ao g1, Milena Augusta expressou sua dificuldade em lidar com as ofensas: “Não estou sabendo lidar com todo esse povo me xingando e atacando.”
O incidente ocorreu no 2º andar de um prédio no bairro Boa Vista. Milena, que é casada com um italiano e vive na Europa, registrou um boletim de ocorrência e prestou depoimento à Polícia Civil. Ela relatou que as férias de 2025, que deveriam ser momentos de celebração com a família no Brasil, se tornaram um pesadelo. “Estou com medo de que postem alguma foto ou vídeo meu,” disse a empresária, que planeja retornar à Itália no próximo mês, levando consigo a sensação de insegurança.
Milena também revelou que não é a primeira vez que enfrenta esse tipo de situação; em janeiro, um drone já havia sido avistado em sua janela, embora por menos tempo. A empresária afirmou que não se sente mais confortável em sua própria casa e teme deixar as janelas abertas. A Prefeitura de São Vicente lamentou o ocorrido e informou que a regulamentação do uso de drones é responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A administração municipal se comprometeu a estudar medidas para prevenir casos semelhantes e enfatizou a importância de registrar boletins de ocorrência.
De acordo com o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial (RBAC-E) da Anac, drones são classificados como “aeromodelos” para uso recreativo ou RPAS (Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) para uso não recreativo. Os voos são limitados a uma altura de 400 pés (cerca de 120 metros) e devem manter uma distância mínima de 30 metros de pessoas não envolvidas na operação.
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